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domingo, 29 de maio de 2016

TÍTULOS NACIONAIS INDIVIDUAIS DE NÃO SENIORES FORAM HOJE ATRIBUIDOS

Realizou-se este fim de semana no Centro de Alto Rendimento para o Badminton o Campeonato Nacional Individual de Não Seniores. Toda uma época foi jogada este fim de semana entre alegrias e lágrimas, entre os que foram mais fortes e os que foram menos fortes. hoje nas Caldas da Rainha foi o dia de todas a emoções. Todos os que conseguiram marcar presença no Nacional e mesmo os que ficaram de fora, deram ao longo desta temporada 2015/16, o seu melhor e tinham como principal objectivo serem os melhores. Todos eles estarão por certo na próxima época mais fortes, e o importante é continuarem a trabalhar diariamente nos seus clubes com esse mesmo objectivo. Só um pode vencer, e o desporto de competição é mesmo assim. Aos que não conseguiram alcançar os seus objectivos, nada está perdido e a sua juventude permite-lhes ainda uma evolução muito grande. Trabalho, mais trabalho e nunca desistir!
Neste nacional 2015/16, destacaram-se os jovens João Chang (EDFL) em sub15 e Pedro F Martins (CHEL) em sub13, únicos a conseguirem subir ao mais alto lugar do pódio nas três provas possíveis, alcançando a "tripleta" e os consequentes títulos nacionais.
Em sub11 o titulo de singulares homens foi para a Madeira, através do atleta dos Prazeres, Apolinário Setim, enquanto que em singulares senhoras, Carolina Mendes do Clube Académico de Odivelas é a nova campeã Nacional, depois de em 2015 ter sido vice-campeã. No escalão sub13, e já o dissemos, Pedro F Martins da CHELagoense, conquistou os títulos de singulares homens, pares homens, onde fez dupla com David Silva seu colega de clube e ainda em pares mistos, aqui juntamente com Margarida Eduardo da Escola Filipe de Lencastre. Margarida Cabaço do Clube Stella Maris de Peniche, subiu de escalão esta época, mas isso não a impediu de voltar a ser campeã nacional agora no escalão sub13. A sub11 Carolina Mendes (CAO), subiu também duas vezes ao mais alto lugar do pódio, agora por conquistar com Margarida Eduardo (EDFL) o titulo nacional de pares senhoras. Em sub15, João Chang da EDFilipa de Lencastre, mostrou porque não tem concorrência neste escalão. Triunfos e títulos nacionais em singulares, pares homens com Rodrigo Almeida do Clube Albergaria e ainda em pares mistos onde se sagrou campeão juntamente com Ana C Marques da Novasemente de Espinho. Joana Eduardo, também ela da EDFilipa de Lencastre, que foi a mais forte em singulares senhoras e ainda em pares senhoras onde se sagrou campeã nacional com Ana C Marques (NGD). Em sub17, Esteve em destaque o Algarvio Rúben Figueiredo (CHEL) ao sagrar-se campeão nacional em singulares e pares homens, juntamente do Hugo Jorge do Clube Ac. de Odivelas e ainda Mariana Leite da CHELagoense que arrecadou os títulos nacionais de pares senhoras, onde fez dupla com Inês Pardilhó da Novasemente (Espinho) e pares mistos juntamente com Rui Tremoceiro do CDCosta do Estoril. A Famalicense Adriana Gonçalves, recentemente convocada para um estágio da selecção nacional de seniores, sagrou-se campeã nacional em singulares senhoras. Finalmente no escalão maior dos não seniores, e ainda no seu primeiro ano de sub19, Miguel Rocha da CHELagoense sagrou-se campeão nacional de singulares homens, repetindo o titulo de sub17, alcançado em 2015. Sem surpresas, e após o regresso à competição, após lesão, Sofia Setim dos Prazeres, levou para a Madeira, os títulos nacionais de singulares senhoras e ainda de pares senhoras, onde fez dupla com Joana Lopes da CHELagoense. Num escalão muito equilibrado, destacam-se ainda as vitórias de João Alves da Novasemente e Roberto Fortes da CHELagoense em duplas masculinas e ainda o titulo nacional de Ângelo Silva e Mariana Chang, ambos da CHELagoense em pares mistos.

Campeões e vice-Campeões Nacionais

SUB11
Singulares homens
Campeão Nacional - Apolinário Setim (CDRP)
Vice-campeão -  Tiago Silva (CAD)
Singulares Senhoras
Campeã Nacional - Carolina Mendes (CAO)
Vice-campeã - Raquel Alvares (CSMA)
SUB13
Singulares Homens
Campeão Nacional -  Pedro Martins (CHEL)
Vice-campeão - David Silva (CHEL)
Singulares Senhoras
Campeã Nacional - Margarida Cabaço (CSM)
Vice-campeã - Carolina Silva (CSM)
Pares Homens
Campeões Nacionais - David Silva/Pedro F Martins (CHEL)
Vice-campeões - Nuno Gomes/Tiago Berenguer (CSMA)
Pares Senhoras
Campeãs Nacionais - Carolina Mendes (CAO)/Margarida Eduardo (EDFL)
Vice-campeãs - Madalena Fortunato/Margarida Botelho (MVD 
Pares Mistos
Campeões Nacionais - Pedro Martins (CHEL)/Margarida Eduardo (EDFL)
Vice-campeões - Rodrigo Dias/Beatriz Roberto (ESMA)
SUB15
Singulares Homens
Campeão Nacional - João Chang (EDFL)
Vice-campeão - Rodrigo Almeida (CA) 
Singulares Senhoras
Campeã Nacional - Joana Eduardo (EDFL)
Vice-campeã - Ana C Marques (NGD)
Pares Homens
Campeões Nacionais - João Chang (EDFL)/Rodrigo Almeida (CA)
Vice-campeões - Rodrigo Ribeiro (GDS)/Tomás Correia (CREA)
Pares Senhoras
Campeãs Nacionais - Ana C Marques (NGD)/Joana Eduardo (EDFL)
Vice-campeãs - Joana Pereira/Mariana Afonso (CAD)
Pares Mistos
Campeões Nacionais  - João Chang (EDFL)/Ana C Marques (NGD)
Vice-campeões - Rodrigo Almeida (CA)/Mariana Neves (AAE)

SUB17
Singulares Homens
Campeão Nacional - Ruben Figueiredo (CHEL)
Vice-campeão - Francisco Oliveira (AAC)
Singulares Senhoras 
Campeã Nacional - Adriana Gonçalves (FAC)
Vice-campeã - Catarina Silva (AAE)
Pares Homens
Campeões Nacionais - Ruben Figueiredo (CHEL)/Hugo Jorge (CAO)
Vice-campeões - Rui Tremoceiro (CDCE)/Simão Ferreira (NGD)
Pares Senhoras
Campeãs Nacionais - Inês Pardilhó (NGD)/Mariana Leite (CHEL)
Vice-campeãs - Adriana Gonçalves/Catarina Martins (FAC)
Pares Mistos
Campeões Nacionais - Rui Tremoceiro (CDCE)/Mariana Leite (CHEL)
Vice-campeões - Rodrigo Ribeiro/Sara Cardoso (NST) 

SUB19
Singulares Homens
Campeão Nacional - Miguel Rocha (CHEL)
Vice-campeão - João Alves (NGD) 
Singulares Senhoras
Campeã Nacional - Sofia Setim (CDRP)
Vice-campeã - Mariana Paiva (NGD)
Pares Homens
Campeões Nacionais - João Alves (NGD)/Roberto Fortes (CHEL) 
Vice-campeões - André Pito (NST)/Duarte Tremoceiro (CDCE)
Pares Senhoras
Campeãs Nacionais - Sofia Setim (CDRP)/Joana Lopes (CHEL)
Vice-campeãs - Gabriela Pereira (AAE)/Mariana Chang (CHEL)
Pares Mistos
Campeões Nacionais - Ângelo Silva/Mariana Chang (CHEL)
Vice-campeões - Carlos A Silva/Beatriz Cristina (CHEL) 

Todos os resultados

Fotos: CAO e Vitor Rocha

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Bernardo Atilano (UL) e Catarina Cristina (NOVA) são os novos Campeões Nacionais Universitários

Realizou-se este sábado na Escola EB 2,3 André Soares em Braga mais um Campeonato Nacional Universitário, prova individual, que contou com a presença de 40 atletas (25 masculinos e 15 femininos) em representação de nove (9) Universidades (IPP, AAC, AAUAv, AAUM, UPorto, ULisboa, Nova, AEISCTE-IUL e IPCBranco). 
Na prova masculina Bernardo Atilano (UL) sagrou-se campeão nacional ao derrotar na final Rúben Vieira (AAUM) por 2-0. Em femininos a vitória sorriu a Catarina Cristina (NOVA) que venceu na partida decisiva M. Margarida Rodrigues (UL). 
Nos encontros de atribuição da medalha de Bronze, Miguel Pinto (AAC) em masculinos derrotou João Neto (AAUM) por 2-0, e Ana Santos (AAC) na vertente feminina, venceu Joana Silveira (AEISCTE) também por 2-0.



Pódio

Masculinos
Ouro - Bernardo Atilano (UL)
Prata - Rúben Vieira (AAUM)
Bronze - Miguel Pinto (AAC)

Femininos
Ouro - Catarina Cristina (NOVA)
Prata - M. Margarida Rodrigues (UL)
Bronze - Ana Santos (AAC)

Campeonatos Nacionais Escolares de Badminton (Juvenis) em Aveiro

Campeonatos Nacionais Escolares em Aveiro
No Pavilhão Desportivo da Escola Básica de Aradas / Aveiro realizaram-se de 20 a 22 de Maio, as provas de Badminton integradas nos Campeonatos Nacionais Escolares de Juvenis, (nascidos de 1999 a 2000) organizados em conjunta pelo Ministério da Educação, Direção-Geral da Educação (Coordenação Nacional do Desporto Escolar), Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (Direção de Serviços Regional do Centro), que envolveu cerca de 2500 estudantes de 17 modalidades, distribuídas pelas cidades de Aveiro, Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro, qualificados nos Campeonatos Regionais das Direcções Regionais de Educação do Algarve, Alentejo, Centro, Lisboa e Norte. De destacar as vitórias individuais em masculinos de Carlos Silva ESPAA) e de Ana Catarina Marques (ESE), atleta que sendo ainda iniciada, competiu por opção, no escalão acima (Juvenis).
As melhores classificações em cada prova de Badminton, que tiveram a participação de 69 estudantes / jogadores (23 femininos e 46 masculinos) e com as partidas, dirigidas por 10 jovens árbitros. com formação nacional foram as seguintes:

Singulares Femininos
1ª Ana Catarina Marques (Escola Secundária de Esmoriz)
2ª Constança Sousa (Escola Secundária D. Filipa de Lencastre / Lisboa)
3ª Beatriz Cristina (Escola Secundária Poeta António Aleixo / Portimão)
4ª Ana Andrade (Escola Secundária de Carregal do Sal)
5ª Alexandra Tofan (Agrupamento de Escolas de Almancil)
6ª Rute Marques (Escola Básica e Secundária de Vilela / Paredes)
7ª Raquel Gouveia (Escola Secundária de Severim de Farias / Évora)
8ª Catarina Guedelha (Escola Secundária de Severim de Farias / Évora)

Singulares Masculinos
1º Carlos Silva (Escola Secundária Poeta António Aleixo / Portimão)
2º Tiago Machado (Escola Básica e Secundária de Vilela / Paredes)
3º Hugo Jorge (Escola Secundária D. Filipa de Lencastre / Lisboa)
4º Rodrigo Ferreira (Agrupamento de Escolas Matilde Rosa Araújo / Cascais)
5º Alexandre Balista (Agrupamento de Escolas de Alapraia / Estoril) 
6º Pedro S. Lopes (Escola Secundária José Macedo Fragateiro / Ovar)
7º Pedro Pedroso (Agrupamento de Escolas Amato Lusitano / Castelo Branco)
8º André Ferreira (Escola Básica e Secundária de Vilela / Paredes)

Equipas Femininas
1ª Escola Básica Eugénio de Castro / Coimbra
2ª Escola Secundária Matias Aires / Cacém

Equipas Masculinas
1ª Escola Básica de Alpraia / Estoril
2ª Escola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre / Lisboa
3ª Escola Sec. Dr. Mário Sacramento / Aveiro
4ª Escola Básica e Secundária de Vilela / Paredes
5ª Escola Secundária de Severim de Farias / Évora
6ª Escola Secundária Poeta António Aleixo / Portimão

As equipas foram formadas por um máximo de 5 jogadores e cada encontro foi constituído por três partidas de singulares e por duas de pares.
De realçar o grande interesse dos estudantes em representarem as suas escolas, com muito empenhamento e postura competitiva, mas também em confraternização, segundo os princípios desportivos e de cidadania, de estilos de vida saudáveis e da formação. 
Este Campeonato Nacional foi disputado de acordo com o Regulamento Geral de Provas e Regulamento Específico de Badminton emitidos pela Direcção-Geral de Educação - Divisão de Desporto Escolar, em conformidade com as regras oficiais da Federação Portuguesa de Badminton e como referência positiva, os jogadores apresentaram-se com equipamento uniforme, o polo da mesma cor do seu parceiro e, sempre que possível, com o nome e emblema da escola. 
Estes Nacionais, que permitiram um envolvimento de elevada qualidade foi sem dúvida, um bom momento do Badminton Escolar.
No entanto, todo este envolvimento poderá ser ainda bem melhorado se nos Campeonatos Nacionais, os estudantes / jogadores fossem distribuídos por dois níveis, o Nível A (federados) e o Nível B (não federados), tendo como palco o mesmo pavilhão, o que possibilitaria outra dimensão competitiva e pedagógica.
Para que seja desenvolvido um trabalho, que reúna condições que satisfaça uma completa formação e educação desportiva e que permita aos “talentos” o trampolim para a competição de alto nível, como os Jogos Olímpicos da Juventude a realizar em 2018 e destinado a jogadores dos 15 aos 18 anos, teremos que ultrapassar diversas situações, apostando numa outra mentalidade e conveniente cultura desportiva, atenuando-se assim, a crescente “ditadura futebolística” e o medíocre jornalismo desportivo, generalizado no país.

Fernando Gouveia

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Entrevista de Marco Vasconcelos à Gazeta Esportiva (Brasil) - O Madeirense treinador da selecção brasileira na 1ª pessoa

O português Marco Vasconcelos chegou ao Brasil no início de 2013 para preparar a equipe nacional de badminton para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Deixou mulher, dois filhos e o conforto de sua casa na Ilha da Madeira, onde nasceu, para morar com atletas em Campinas e ouvir piadas por causa do sotaque. Tudo para ter novamente a sensação de desfilar na cerimonia de abertura dos Jogos.

Vasconcelos esteve como jogador em Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008. Foi eliminado na estreia em todas as ocasiões, mas contabilizou uma experiência que até hoje é inédita para os brasileiros da modalidade. Os Jogos do Rio de Janeiro serão os primeiros da história com representantes nacionais no badminton, um dos desportos mais populares do mundo.

O português é um dos 49 técnicos estrangeiros contratados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para tentar colocar o país-sede no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016. Este é o segundo capítulo da série Made for Brasil, publicada às segundas-feiras, em que a Gazeta Esportiva apresenta perfis destes profissionais.

Diferente de outros treinadores estrangeiros, Vasconcelos teve poucos problemas de adaptação – encontrou boa recepção dos donos da casa nos Jogos Olímpicos, muitos com família de origem lusa pela relação histórica entre os dois países -, e já planeja até pedir cidadania nacional. Mas acabou surpreendido pela diferença na velocidade e no jeito de se comunicar.

“Até hoje, se atendo ao telefone a pessoa do outro lado não entende. Fala oi, oi, oi, várias vezes e aí me lembro que preciso falar com muita calma”, afirma o treinador. “Não foi um choque, mas fui aprendendo a conversar com as pessoas e elas comigo”, explica.

As pessoas com quem Vasconcelos mais conversa são os atletas da Selecção Brasileira permanente. Além dos treinos diários em dois períodos, convive com oito deles na casa em que moram a dez minutos de caminhada do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Badminton (CBBD).

Foi o próprio treinador quem resolveu viver com os jogadores. Ele teria uma casa paga pelo COB à sua disposição e os atletas viveriam no CT. Mas as condições do alojamento oferecido aos jogadores não agradaram ao português, que conseguiu fazer a Confederação alugar um imóvel maior onde estão instalados até os Jogos do Rio 2016.

Os quartos são individuais. Cozinha, banheiros e sala, as áreas de convivência. Ao mesmo tempo em que deu aos atletas o conforto que julga necessário para competir profissionalmente, Vasconcelos instituiu em casa a rigidez dos treinos. Controla a limpeza dos ambientes, o descanso e a alimentação dos atletas.

Criou um regulamento, inclusive com horários a serem respeitados. Ninguém entra na casa depois das 22h30, por exemplo, afinal há treino no início da manhã em seis de sete dias da semana. E a experiência de atleta que já viveu com o técnico o deixa saber que as medidas não agradam todos os moradores.

“Não digo que exista uma guerra. Há um conflito e é preciso de um líder para fazer a paz. Tem que limpar e acabou. Isso não é bom para o atleta, mas é bom para o treinador”, explica Vasconcelos.

Mas mesmos entre os atletas fiscalizados pelo técnico, há quem goste da constante convivência. Ygor Coelho, que será o primeiro brasileiro a jogar badminton nas Olimpíadas, por exemplo. O carioca de 20 anos de idade vê a situação como uma oportunidade para obter mais informações para melhorar seu jogo do que se o contato se restringisse ao ginásio.

De segunda a sábado, o treinador português levanta no máximo às 6h30. Ainda em jejum, bebe água e então caminha até o CT nacional conversando com a mulher Tânia no trajeto. Faz exercícios na academia e às 7h já está dando treino ao primeiro grupo de atletas, com pequenas pausas para goles de água. Duas horas depois, um pão de queijo e um suco o deixam pronto para a sessão seguinte de trabalho, que se encerra às 11h.

No almoço, salada, alguma fonte de carboidratos e novo diálogo com a esposa para ter energia suficiente para o treino da tarde, das 15h às 18h. A noite é reservada para a revisão das atividades programadas para o dia seguinte, conversa com a mulher e os filhos Hugo e Laura, e uma vitamina – em Portugal fala-se batido.

Dois dias por semana, Marco Vasconcelos ainda vai correr no Parque do Taquaral. Mesmo aposentado como jogador, faz questão de manter a dieta, que pode mudar de acordo com novas informações divulgadas na internet, e a forma física para dar exemplo a seus atletas.

O bom preparo também o ajuda a aguentar as sessões de treinamento no abafado local de trabalho da Seleção, um galpão com teto de amianto na Rua Firmino Costa. Para não afetar a trajetória da peteca, o ar condicionado só poderia ser instalado a, no mínimo, dez metros de altura. Logo, não há.
O apoio psicológico do técnico Marco Vasconcelos vem de Portugal três vezes ao dia, em conversas com a família. Tânia, Hugo e Laura continuam na Ilha da Madeira porque a matriarca da família não quis se mudar para o Brasil com medo da violência. Ela, no entanto, concedeu ao treinador da Seleçcão a chance de trabalhar por três anos a milhares de quilómetros de distância mesmo que ele tivesse prometido ficar em casa após o fim da carreira de atleta.

Nas primeiras semanas de vida no País, o técnico luso sentiu-se culpado por mais uma vez afastar-se de casa, justamente quando tinha a chance de acompanhar o crescimento dos filhos, o que era impossível quando ainda jogava. Instalado provisoriamente em um hotel, chorava quase diariamente de saudades.

“Não vi a primeira palavra, não vi o primeiro dente e não vi o primeiro passo. Ao mesmo tempo, o pai leva a imagem dos Vasconcelos como um atleta de sucesso e um treinador que quer ser bom. Ainda não é, mas vai ser bom um dia”, diz o comandante nacional.

O começo deste caminho como treinador do Brasil foi em 2008, quando Vasconcelos tinha acabado de encerrar a carreira como jogador. O português ouviu dos amigos brasileiros Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka que um jovem atleta nacional queria passar uma temporada na Madeira treinando a seu lado. Era Daniel Paiola, que acabou perdendo a briga pela vaga nos Jogos do Rio 2016 para Ygor Coelho.

O trabalho com o atleta campineiro foi feito de graça – o brasileiro pagou apenas passagem e seu custo de vida em Portugal. Em 2012, os dirigentes da modalidade procuravam um técnico estrangeiro para comandar um estágio antes do Pan-Americano da modalidade. Paiola recomendou Vasconcelos, que ainda fez a preparação da equipe para o Sul-Americano antes de receber a proposta de comandar o Brasil em todo o ciclo olímpico.

“Claro que a química entre jogador e técnico conta muito, mas para mim ele é o melhor de todos”, avalia Paiola, que chegou a viver alguns meses na casa do treinador na Madeira em 2012. Na estadia, o atleta conheceu a importância que Vasoncelos dá à preparação física. Nem bem chegou à Ilha da Madeira, ouviu que precisava emagrecer se quisesse jogar em alto nível.

O português imaginou precisar de duas temporadas para corrigir os erros táticos e técnicos dos atletas nacionais, mas acabou surpreendido com a rápida evolução dos jogadores. O primeiro grande teste de seu trabalho foi nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015.

O Brasil só tinha duas medalhas na história da competição – bronze de Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka no Rio 2007 e a prata de Daniel Paiola em Guadalajara 2011. O número foi superado no Canadá com duas pratas (de Hugo Arthuso e Daniel Paiola e das irmãs Luana e Lohaynny Vicente nas duplas) e outro bronze de Lohaynny Vicente (no individual).

“Tivemos anos perfeitos até agora”, resume Vasconcelos, que espera estender o bom rendimento dos atletas nacionais aos Jogos Olímpicos. E para o badminton nacional, isso não significa brigar por medalhas. Mas apenas vencer uma partida em sua primeira participação na história das Olimpíadas.

O País já teria uma vaga nas chaves individuais masculina e feminina, mas Marco Vasconcelos traçou a meta de classificar os atletas nacionais pelo ranking olímpico, baseado no mundial, mas com limite de representantes por nação. Ygor Coelho ficou com a 28ª vaga de 38 disponíveis. Lohaynny Vicente foi a 35ª.

O claro crescimento da modalidade não significa aumento no investimento. A CBBD não tem patrocinadores, apenas fornecedor de material esportivo. E mesmo com a recente evolução, os atletas nacionais ainda não podem pleitear o grau máximo de ajuda de custo do programa Bolsa Atleta, reservado a esportistas que já participaram das Olimpíadas. O badminton também não figura na lista de modalidades escolhidas pelo Ministério do Esporte para integrar o Plano Brasil Medalhas.

A Seleção Brasileira permanente, que começou com dez atletas, já conta com 17 participantes, mas sem mudança no orçamento. A recente desvalorização do Real ainda reduziu o salário de Marco Vasconcelos, fixado em moeda nacional, em comparação aos vencimentos que teria na Europa. Mas o treinador acredita que sairá do País mais rico. Pelo menos culturalmente.

O português se encantou pelos diferentes estilos de vida dos brasileiros, de acordo com suas origens sociais e geográficas, e pelo modo como é tratado pelas pessoas. Por isso quer pedir cidadania nacional, o que facilitaria sua permanência no cargo após os Jogos de 2016.

Vasconcelos acredita que a continuidade do trabalho poderia dar ao badminton brasileiro a chance de brigar por medalhas nas Olimpíadas de Tóquio 2020. Mas antes de fazer planos, ele sabe que precisará conversar novamente com sua família, já que inicialmente previu ficar só um ciclo olímpico longe de casa. Os filhos Hugo e Laura até são simpáticos à ideia de se mudar para o Brasil. A mulher Tânia, nem tanto.

“Hoje transporto a bandeira portuguesa igual transporto a brasileira. E as Olimpíadas do Rio vão ser como as de Sydney, em que dei a volta no estádio olímpico como atleta. Era o que mais desejava na vida, meu sonho de criança. Agora vou fazer como treinador e com certeza honrar a bandeira do Brasil até os últimos dias em que estiver aqui”.


Publicado em 23 de maio de 2016 10:00:24 - Fotos : Gazeta Esportiva

XXI Open de Oeiras de 2016 - 2 e 3 JULHO 2016, Inscrições até 30/05/2016

A Sociedade Instrução Musical Porto Salvo leva a efeito os dias 2 e 3 de Julho a XXI Edição do Open de Oeiras, convidando todos a participarem nesta grande festa do badminton em Portugal. Este é o torneio mais antigo realizado em Portugal, organizado por um clube "SIMPS", e os seus organizadores orgulham-se deste facto. A XXª Edição contou com 587 inscrições (333 não seniores e 154 seniores e veteranos).
As inscrições terminam no próximo dia 30 de Maio podendo ter acesso ao regulamento, informação da prova e fichas de inscrição nos links disponibilizados aqui:



Informativo

Regulamento 

Ficha de Inscrição