A direcção da F.P.B. tomou a iniciativa de contactar os clubes para saber da sua opinião quanto à forma, ao método, de atribuir o título de Campeão Nacional.
Iniciativa louvável esta, levada a efeito pela Federação, que peca no entanto por não ter sido tomada no inicio do ano desportivo anterior e agora, que é acompanhada por um texto introdutório claramente redutor, incapaz de traduzir as virtudes mas também os defeitos da alteração feita na época 2010/2011.
A Federação, revela, aquilo que julga terem sido as virtudes da iniciativa tomada na época anterior mas ficou por responder ao seguinte:
- 1) Aumentou a qualidade das provas e dos resultados em função da alteração produzida?
- 2) Aumentou o leque global de participantes e dos clubes envolvidos?
- 3) Os atletas que competem a nível internacional e que levam assim o nome do País lá fora, foram beneficiados com essa alteração competitiva?
- 4) Aumentou a verdade desportiva e a qualidade dos títulos atribuídos?
- 5) A qualidade competitiva sofreu alguma alteração de fundo?
- 6) Foi medido o impacto económico / financeiro que essa medida teve nos clubes?
- 7) O facto de em alguns casos, se prolongar a duvida até à última jornada sobre quem seria o Campeão Nacional, acrescentou alguma melhoria à modalidade?
- 8) Se o título fosse atribuído na prova Campeonato Nacional essa duvida não subsistia igualmente?
Concordo perfeitamente com a relevância apurada no circuito e a atribuição de um Prémio, pelo resultado conseguido no Ranking. Assim, porque é que o vencedor da Taça de Portugal não é atribuído pela classificação obtida no Ranking Nacional?
De certa forma foi caricato criar uma prova específica para atribuir o vencedor da Taça de Portugal e retirar, o Campeonato Nacional para determinar o Campeão Nacional.
A modalidade precisa de mudanças, mas sejamos prudentes e sensatos, as mudanças devem ser pensadas sempre tendo como resultado, a qualidade e o equilíbrio, da modalidade, dos atletas e dos clubes.


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