A criação de uma Academia, com ou sem fins lucrativos, devia ser regozijo de todos. Ela representa uma mais valia para o desenvolvimento quer de atletas, quer da própria modalidade. Por isso defendo que a criação de uma Academia de Badminton, tal como acontece nos países europeus mais desenvolvidos na modalidade (Dinamarca ou Inglaterra), só traz benefícios. No nosso País, é preciso ter coragem para abraçar um projecto destes, com todas as dificuldades inerentes e de todos conhecidas. No entanto a falta de cultura democrática em alguns clubes “portugas”, está a levar que, atletas desses mesmos clubes, que optem por se valorizar ainda mais, na Academia de Badminton, sejam vistos como “personas não gratas” e sejam obrigados a mudar de clube. A anti-democracia prestada nesses clubes é de tal forma, que manipulam sócios, treinadores e dirigentes que se opõem às suas decisões, obrigando-os a demitirem-se ou simplesmente a afastarem-se. Estes clubes, são por assim dizer, o retrato daquilo que é hoje a FPB.
No final, e uma vez mais, os grandes prejudicados são as crianças e os jovens que apenas querem jogar, aprender e evoluir na modalidade. Os “Velhos do Restelo”, nunca mais aprendem, que o badminton, tem de deixar de ser um grupo de amigos e para amigos! Está na hora destes “velhos” e “gastos” dirigentes, deixarem o badminton. A melhor atitude, seria entregar o comando dos seus clubes, a pessoas capazes de dar uma lufada de ar fresco à modalidade.
PS: Já agora, aconselho todos aqueles que se sintam lesados e prejudicados e onde o seu bom nome é posto em causa, a não terem medo de denunciar estas situações. A modalidade precisa de vozes activas, de vozes com verdade desportiva. Omitir factos é pactuar com aqueles que defendem o obscurantismo.
João Boto
João Boto

14 comentários:
Boa noite
Desculpe discordar consigo, mas acho a posiçao dos clubes totalmente natural.
Fernando Fernandes
Boa noite!
Sr. Fernando Fernandes. Como é obvio, quando escrevo não é para agradar a todos. Tal como é natural "todos" ou alguns, não concordarem comigo. A isto se chama democracia, e aceito com toda a naturalidade a sua observação.
Obrigado pela participação
Caro Fernando,
Segundo parece até agora só um clube se opôs: CREA! Porque será?
António Matos
Caros,
Só digo que penso que um clube, seja o CREA ou outro, só tem a perder em ter um atleta a treinar numa Academia. Ou seja, o atleta gasta dinheiro ao clube (transportes, volantes, etc) e em contrapartida não lhe dá vantagens, ou seja, o clube não usufrui dos créditos da evolução deste, ficando os louros para a Academia.
Assim, não entendo porque um clube há-de aceitar um atleta que só deseje treinar na Academia, e não com o corpo técnico do dito clube.
Fernando Fernandes
Sr. FF
Mas não será possivel conciliar as duas coisas?
Afinal, os seleccionados para estágios da selecção, tambem têm os seus treinadores, no entanto aprendem e treinam com os treinadores de selecção, que muito bem, hoje em dia dão aos miudos uma caderneta para um intercambio de ideias entre treinador de clube e de selecção nacional.
Sei que é diferente, pois na Academia, terão mais horas de treino, mas esse intercambio também poderá existir, ou não?
Mas e, os clubes, não tiram igualmente dividendos, com os possiveis titulos que esses atletas lhe vão proporcionar?
É tudo uma questão de mentalidades e oportunidades. Existem clubes profissionalizados em Portugal? Fazemos do Badminton profissão? Penso que morreriamos à fome se assim fosse.
Abraço
Não me parece correcto comparar a Selecção Nacional com a Academia, é totalmente diferente.
E em resposta à sua pergunta, nao me parece que o intercambio seja possivel, penso que seria "aproveitar-se" dos clubes na medida em que o atleta representa o clube, provoca despesas ao clube, e que dividendos o clube tira, mesmo que o atleta ganhe titulos? Como disse, e bem, não é um desporto profissional em Portugal, logo nao me parece que esses dividendos possiveis compensem as despesas causadas.
Abraço
Fernando Fernandes
Vejo a Academia como uma oportunidade única dos atletas treinarem com treinadores e jogadores internacionais com larga experiência.
Quantos dos clubes actuais podem receber atletas internacionais de renome? Já pensou que as pessoas a que se propõem à formação de uma Academia, de forma heróica, têm recebido jogadores com excelente nível internacional.
Eu por acaso acompanhei muita da preparação da dinamarquesa Hald, no estádio universitário de lisboa, para os campeonatos da europa de juniores, acompanhada pelo trainador daniel moura e a filipa lamy. Ela é a campeã da Europa de juniores, é isso não é?
Acho que este projecto é um avanço enorme na modalidade. Deixem o treino para quem sabe e para quem quer ser mais e melhor. Não ponham os miudos a treinar com veteranos e a perderem grandes conqusitas.
Daqui a uns dias só exsitem campeões na Madeira e Algarve. Já pensaram nisso?
É um luxo alguém querer fazer algo em Lisboa, façamos com que esta ideia nao morra!
António Matos
Eu não vejo qualquer inconveniente que um atleta que representa um determinado clube possa treinar numa ou em várias academias, durante a época toda ou durante alguns estágios.
Do que é que têm medo?
De verificarem que os conhecimentos técnicos e científicos que têm (ou não têm) de como se treina estão ultrapassados?
De perderem a supremacia “técnica” na modalidade ou será a “táctica”?
De não colher os Louros? Quais Louros? Para que servem os Louros?
Sinceramente eu não consigo ver qualquer desvantagem para o desenvolvimento do atleta e do clube e por consequência da modalidade, mas enfim isso sou eu…
Luís Neves
Caro Antonio
Nunca fui contra a Academia, e penso também que é uma boa ideia e um bom projecto. Simplesmente disse que entendia a posição dos clubes, só isso.
Contudo, discordo quando diz "Deixem o treino para quem sabe e para quem quer ser mais e melhor. Não ponham os miudos a treinar com veteranos e a perderem grandes conqusitas.", pois la por serem veteranos ou o que seja, nao quer dizer nada, e voce deve sabe-lo.
Fernando Fernandes
Caro Francisco,
Fui atleta e hoje sou dirigente desportivo, convivo diariamente com atletas/treinadores de alta competição. Sei muito bem distinguir quem trabalha bem, e quem trabalha mal (ou como pode e sabe).
Essa é a diferença: uns querem mais e melhor enquanto são jovens, humildes, e que têm vontade de aprender mais para dar mais; outros simplesmente... estão no passado.
Conheço bem a realidade do Badminton, estive directamente ligado ao Comité Olímpico e acompanhei o ciclo de todos os jogadores. Sei quem nesta modalidade sabe e quem não sabe.
Mas será muito difícil as pessoas compreenderem e verem de que lado está a razão e a verdade nisto tudo? Porque é que o desporto e os atletas ficam sempre num segundo plano? Só podemos evoluir em Portugal se conseguirmos todos alterar as mentalidades retrogradas.
Conheço as revoluções (com bons resultados) em muitas federações, associações e clubes. O Triatlo, a Natação, o Judo são bons exemplos. Aconselho a rever alguma informação sobre a forma de estar de todos os agentes da modalidade neste momento, desde atletas a treinadores, desde dirigentes a meros espectadores de bancada.
O Badminton ao lado destes exemplos é uma autentica arena com muito touros, e o mal é muito abrangente!
António Matos
Caro Antonio
O meu nome é Fernando, não Francisco =)
Você tem o direito à sua opinião, como é obvio, eu tenho o direito à minha. Penso que acima de tudo, convém que não existam intrigas, invejas, provocações e tantas outras coisas no nosso Badminton. Esta história da Academia e dos clubes é apenas mais uma acha para a fogueira que está acesa à tempo demais. Espanta-me sinceramente como é que num meio tão pequeno e onde toda a gente se conhece existam tantas intrigas e tantas confusões.
Penso que para o Badminton evoluir, estas acções como a Academia, demonstrações, torneios de divulgação, entre outros, são muito importantes. Contudo, o mais importante e o que mais falta faz, é que todos remem na mesma direcção, algo que nunca vi a acontecer nesta modalidade. Sem isso, podem abrir mil Academias, darem dinheiro a toda a gente, seja o que for, que o Badminton nunca vai evoluir.
Abraço
Fernando Fernandes
Sr. Fernando!
Concordo plenamente consigo quando diz " O mais importante é que todos remem na mesma direcção".É sem duvida a pura das verdades! O problema é a direcção que devemos todos remar. A que vai ao sabor da corrente, actualmente instalalada no badminton nacional, ou remar na direcção, da justiça, igualdade e democracia na nossa modalidade?...
Abraço
João Boto
Sr João Boto
Sinceramente não lhe sei responder.
É uma faca de dois gumes sabe? Custa-me muito a crer que os dirigentes da federação, por muitas asneiras que tenham feito, façam isto ou aquilo só para "chatear" ou com interesse pessoal, entende o que quero dizer?
Acredito que não deve ser nada fácil dirigir uma modalidade pouco divulgada, é mais fácil ficar de fora e "chatear" quem lá está em cima. E não se esqueça, ninguem é insubstituivel, e mais cedo ou mais tarde as pessoas na FPB vão ser outras, contudo quem lhe garante que os próximos a ocupar o cargo lá de cima não vão ser piores que os actuais?
Não me entenda mal, não estou a defender A ou B, e também partilho a sua opinião que o que está mal, deve ser denunciado. Porem, é como lhe digo, é facil criticar, dificil é governar. Sugestões construtivas é mais agradavel de ler do que "deitar completamente abaixo".
Fernando Fernandes
Caro Sr. F Fernandes
Não sei qual a sua posição, dentro do badminton. Se atleta, dirigente, treinador, árbitro, ou simplesmente curioso da modalidade.
No entanto, quando afirma que... "Custa-me muito a crer que os dirigentes da federação, por muitas asneiras que tenham feito, façam isto ou aquilo só para "chatear" ou com interesse
pessoal"...devo confessar-lhe que eu senti exatamente isso na pele. Ter recusado, fazer parte de uma lista para uma determinada Associação de Árbitros e a fazer parte de outra, foi o suficiente para ser banido da lista de árbitros e juiz-árbitros a nomear para os diversos torneios. Ainda mais sabendo-se que uma das minhas grandes paixões dentro do badminton é a arbitragem. De tal forma, que para não comprometer o presidente do CA, acabei por renunciar à arbitragem, enquanto esta direcção da FPB e CA, permanecerem no cargo.
Sei, que é mais facil estar do lado de fora e falar, mas também sei que quem está lá dentro pode e deve fazer muito mais e melhor. Veja o caso da nossa vizinha Espanha!...o que eram os Espanhóis em 1993? eram uns autenticos coitadinhos. Agora, os coitadinhos somos nós! Se tiver tempo dê uma passagem pelo site da FESBA (esta no blog)! Eles sim trabalham para e pelo desenvolvimento da modalidade. Sei que sou uma voz critica, e tenho um enorme defeito, que é dizer aquilo que penso. Posso estar errado, e sou capaz de o admitir, mas na maioria dos casos apenas denuncio factos veridicos e reais. Felizmente hoje, as novas tecnologias, são uma ferramenta atenta e muito útil para fazer falar, quem não se queria ouvir.
Compreenda também a minha posição, e não pense igualmente que estou do lado de A ou B, apenas estou do lado do BADMINTON.
Abraço
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