Ricardo Fernandes deixou Portugal em Agosto de 2008, rumo à Dinamarca, naquela que é para já a sua maior aventura ligada á sua modalidade de sempre, badminton.
O madeirense está na Dinamarca desde 25 de Agosto de 2008 a fazer um curso de Nível 3 (elite), mais propriamente em Aalborg na academia de treinadores. Este curso, é o nível mais alto que um treinador pode possuir na Dinamarca, na Europa e no Mundo e terminará em Junho de 2009. Ao mesmo tempo Ricardo Fernandes dá treinos num clube local, o BK Aalborg.
O madeirense está na Dinamarca desde 25 de Agosto de 2008 a fazer um curso de Nível 3 (elite), mais propriamente em Aalborg na academia de treinadores. Este curso, é o nível mais alto que um treinador pode possuir na Dinamarca, na Europa e no Mundo e terminará em Junho de 2009. Ao mesmo tempo Ricardo Fernandes dá treinos num clube local, o BK Aalborg.
A cidade de Aalborg possui cerca de 600 mil habitantes e fica no norte da Dinamarca. Nesta fase do ano o clima é bastante frio com temperaturas abaixo de zero e por vezes com ocorrência de neve. Outra situação curiosa refere-se ao facto dos dias serem bastante curtos, isto porque, às 16 horas já ser noite.
Relativamente ao curso de treinadores de nível internacional, este é composto por 10 elementos de 10 diferentes países (Portugal, Itália, Bulgária, Hungria, Espanha, Filipinas, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Peru). Deixemos por agora curso de treinadores para um outro post e centremos-nos no BK Aalborg, onde Ricardo dá treinos 4 vezes por semana (2ªs, 4ªs, 5ªs e 6ªs feiras) a escalões diferentes (sub-17,19 e seniores).
O Badminton é uma modalidade extremamente praticada e conhecida pela sociedade dinamarquesa. De vez enquando dá Badminton em directo na TV, especialmente referente a competições de equipas que é muito forte. Na Dinamarca, existem 7 divisões e mais de 70 clubes de Badminton em todo o país, isto entre clubes competitivos e clubes sociais. Por exemplo, o campeonato da Dinamarca de equipas sub-17 é disputado por 30 clubes.
Relativamente ao curso de treinadores de nível internacional, este é composto por 10 elementos de 10 diferentes países (Portugal, Itália, Bulgária, Hungria, Espanha, Filipinas, Dinamarca, Finlândia, Suécia e Peru). Deixemos por agora curso de treinadores para um outro post e centremos-nos no BK Aalborg, onde Ricardo dá treinos 4 vezes por semana (2ªs, 4ªs, 5ªs e 6ªs feiras) a escalões diferentes (sub-17,19 e seniores).
O Badminton é uma modalidade extremamente praticada e conhecida pela sociedade dinamarquesa. De vez enquando dá Badminton em directo na TV, especialmente referente a competições de equipas que é muito forte. Na Dinamarca, existem 7 divisões e mais de 70 clubes de Badminton em todo o país, isto entre clubes competitivos e clubes sociais. Por exemplo, o campeonato da Dinamarca de equipas sub-17 é disputado por 30 clubes.
Relativamente ao BK Aalborg, onde o nosso "emigrante" dá treinos, tem cerca de 800 atletas e 10 treinadores e tem 6 Equipas Mistas Seniores para além de possuir todos os escalões etários.
O sistema é complexo, mas na Dinamarca, dão mais importância à competição de equipas do que individual, porque como é evidente têm muitos jogadores e podem fazer muitas equipas. De 15 em 15 dias realizam-se jornadas de equipas nas várias divisões e nos vários escalões. Outro aspecto surpreendente é o ambiente espectacular que se vive, onde todos estão envolvidos na modalidade com ética, desportivismo e fair-play. Segundo Ricardo Fernandes -" na Dinamarca, os valores sociais são muito importantes e respeitados. Valores, como respeito, consciência, honestidade, responsabilidade, etc)." -"Enfim é o mundo fantástico do Badminton"-, segundo ainda palavras de Ricardo Fernandes.
Relativamente à adaptação do português à Dinamarca e segundo o próprio -" a minha adaptação aqui na Dinamarca, julgo que não foi difícil, quer a nível social, quer a nível ambiental, apesar, das baixas temperaturas que se têm feito sentir ultimamente. Enfim a experiência está a ser de facto fantástica e muito enriquecedora."-
Outro aspecto muito interessante e curioso é a relação que os dinamarqueses têm com o desporto! Há uma enorme identificação das pessoas com a actividade física. Observa-se frequentemente um grande número de pessoas de várias idades nas ruas a correr, mesmo quando o tempo não é convidativo (frio, chuva e até neve), o que é impressionante. Isto para além, de uma grande parte das pessoas que utilizarem a bicicleta como meio preferencial de transporte. As pessoas deslocam-se para o trabalho de bicicleta, assim como, muitos atletas vão para o treino de bicicleta. Ricardo Fernandes é o próprio a afirmar que utiliza a bicicleta várias vezes por semana para se deslocar para o treino. Relativamente às condições de trabalho e segundo conseguimos apurar o clube BK Aalborg, utiliza três pavilhões diferente para a prática da modalidade. A utilização por vezes não é exclusiva para o Badminton, mas, o número de horas de uso é elevado. No entanto, há imensos pavilhões que têm campos de Badminton marcados (praticamente quase todos!). Outros clubes têm no entanto pavilhão próprio para a modalidade, com excelentes condições para a modalidade, parecendo feitos a pensar no Badminton. Em Aalborg, o Badminton é uma modalidade muito popular e muito acarinhada, toda a gente conhece os melhores jogadores e é normal ver-se com frequência jovens e menos jovens com raquetes nas mochilas. A cultura pelo badminton é impressionante, é de facto outra realidade....Os pavilhões durante os treinos estão cheios de jogadores. Por exemplo, só à responsabilidade de Ricardo estão mais de 50 atletas que por vezes trabalha com mais de 30 atletas de uma só vez. O BK Aalborg possui 6 equipas mistas seniores, isto, só para termos uma pequena noção da força da modalidade neste país escandinavo. Existem dois tipos de atletas, os competitivos, que participam em competições com muitas ambições e os jogadores "sociais" que praticam a modalidade porque gostam ou para se manterem em actividade. O impressionante é que alguns desses jogadores têm muito bom nível. Os apoios vêm de muitos lados, da comunidade, da região onde pertencem esses mesmos clubes, dos sócios dos clubes que pagam quotas, dos patrocinadores e das entidades públicas, etc. Outra situação fantástica é o acompanhamento e participação activa dos pais dos atletas quer nos torneios (levam os filhos para os torneios), quer nos treinos, quer na envolvência e nas iniciativas do clube. Este envolvimento familiar faz com que os torneios tenham muito público a assistir. Comparando o Badminton português ao dinamarquês, aqui fica a opinião do nosso "Emigrante", - "para além da diferença do número de praticantes da modalidade entre os dois países, julgo que em termos técnicos e físicos os portugueses não são inferiores aos dinamarqueses (refiro-me aos melhores portugueses), a maior diferença entre o Badminton dos dois países, verifica-se sobretudo a nível táctico e da mentalidade / psicológico"-.
De facto a presença de Ricardo Fernandes no BK Aalborg tem sido um êxito, tanto mais que os seus dirigentes já abordaram Ricardo Fernandes no sentido deste continuar após a conclusão do curso, pois tanto os dirigentes, atletas e pais, estão muito satisfeitos com o trabalho desenvolvido pelo português. Sei que este texto é longo, mas vale a pena ler, pois retrata-nos um pouco do trabalho desenvolvido por um dos mais talentosos atletas portugueses de sempre, agora apostado numa carreira de treinador de sucesso, para já fora de Portugal, mas num futuro quem sabe!
Relativamente à adaptação do português à Dinamarca e segundo o próprio -" a minha adaptação aqui na Dinamarca, julgo que não foi difícil, quer a nível social, quer a nível ambiental, apesar, das baixas temperaturas que se têm feito sentir ultimamente. Enfim a experiência está a ser de facto fantástica e muito enriquecedora."-
Outro aspecto muito interessante e curioso é a relação que os dinamarqueses têm com o desporto! Há uma enorme identificação das pessoas com a actividade física. Observa-se frequentemente um grande número de pessoas de várias idades nas ruas a correr, mesmo quando o tempo não é convidativo (frio, chuva e até neve), o que é impressionante. Isto para além, de uma grande parte das pessoas que utilizarem a bicicleta como meio preferencial de transporte. As pessoas deslocam-se para o trabalho de bicicleta, assim como, muitos atletas vão para o treino de bicicleta. Ricardo Fernandes é o próprio a afirmar que utiliza a bicicleta várias vezes por semana para se deslocar para o treino. Relativamente às condições de trabalho e segundo conseguimos apurar o clube BK Aalborg, utiliza três pavilhões diferente para a prática da modalidade. A utilização por vezes não é exclusiva para o Badminton, mas, o número de horas de uso é elevado. No entanto, há imensos pavilhões que têm campos de Badminton marcados (praticamente quase todos!). Outros clubes têm no entanto pavilhão próprio para a modalidade, com excelentes condições para a modalidade, parecendo feitos a pensar no Badminton. Em Aalborg, o Badminton é uma modalidade muito popular e muito acarinhada, toda a gente conhece os melhores jogadores e é normal ver-se com frequência jovens e menos jovens com raquetes nas mochilas. A cultura pelo badminton é impressionante, é de facto outra realidade....Os pavilhões durante os treinos estão cheios de jogadores. Por exemplo, só à responsabilidade de Ricardo estão mais de 50 atletas que por vezes trabalha com mais de 30 atletas de uma só vez. O BK Aalborg possui 6 equipas mistas seniores, isto, só para termos uma pequena noção da força da modalidade neste país escandinavo. Existem dois tipos de atletas, os competitivos, que participam em competições com muitas ambições e os jogadores "sociais" que praticam a modalidade porque gostam ou para se manterem em actividade. O impressionante é que alguns desses jogadores têm muito bom nível. Os apoios vêm de muitos lados, da comunidade, da região onde pertencem esses mesmos clubes, dos sócios dos clubes que pagam quotas, dos patrocinadores e das entidades públicas, etc. Outra situação fantástica é o acompanhamento e participação activa dos pais dos atletas quer nos torneios (levam os filhos para os torneios), quer nos treinos, quer na envolvência e nas iniciativas do clube. Este envolvimento familiar faz com que os torneios tenham muito público a assistir. Comparando o Badminton português ao dinamarquês, aqui fica a opinião do nosso "Emigrante", - "para além da diferença do número de praticantes da modalidade entre os dois países, julgo que em termos técnicos e físicos os portugueses não são inferiores aos dinamarqueses (refiro-me aos melhores portugueses), a maior diferença entre o Badminton dos dois países, verifica-se sobretudo a nível táctico e da mentalidade / psicológico"-.
De facto a presença de Ricardo Fernandes no BK Aalborg tem sido um êxito, tanto mais que os seus dirigentes já abordaram Ricardo Fernandes no sentido deste continuar após a conclusão do curso, pois tanto os dirigentes, atletas e pais, estão muito satisfeitos com o trabalho desenvolvido pelo português. Sei que este texto é longo, mas vale a pena ler, pois retrata-nos um pouco do trabalho desenvolvido por um dos mais talentosos atletas portugueses de sempre, agora apostado numa carreira de treinador de sucesso, para já fora de Portugal, mas num futuro quem sabe!
Alguns atletas dinamarqueses treinados por Ricardo Fernandes

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