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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Pedro Martins sobe 33 posições na tabela mundial após os Internacionais da Rússia

Pedro Martins subiu esta quinta-feira 33 posições na tabela do ranking mundial após a sua excelente participação nos Internacionais da Rússia onde atingiu os 1/8 de final numa competição Grand Prix. Ao contrário que inicialmente tínhamos informado, Pedro Martins não somou 2720 pontos mas sim 2110, isto porque se tratou de um torneio Grand Prix e não Grand Prix Gold. Mesmo assim o algarvio soma agora 9330 pontos colocando-se esta semana no 193º posto da tabela mundial de singulares homens. Mais que isso Pedro é agora o 62º da lista de elegíveis para o Rio'2016 com 6280 pontos (período da qualificação olímpica). Telma Santos que também está na corrida para o Rio'2016 desceu esta semana uma posição para a 196º lugar com 7200 pontos. Em termos de qualificação para os Jogos Olimpicos de 2016, Telma Santos ocupa a 128ª posição com 2200 pontos, os que alcançou na Nigéria. Já Sónia Gonçalves está de fora para já na corrida para os JO do Rio'2016, no entanto manteve a 284ª posição na tabela mundial de singulares senhoras. Estas são as novas regras de apuramento para os Jogos do Rio.... 
Ainda relativamente ao ranking mundial de singulares senhoras Helena Pestana subiu esta semana 5 posições (723ª). Os jovens Ricardo Silva (559º) e Ângelo Silva (821º) fecham o top3 português em singulares homens. A 10 dias do arranque do Campeonato do Mundo, Long Chen da China em singulares homens e Carolina Marin de Espanha em singulares senhoras mantém respectivamente a liderança mundial. 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Entrevista com... Pedro Lopes (CA) conduzida pelo Prof. Fernando Gouveia

Entrevista com...
Pedro Lopes


Introdução - Pedro Lopes, 36 anos, natural e residente em Albergaria-a-Velha, Consultor Comercial na empresa Ascendum Veículos em Albergaria-a-Velha é desde há vários anos, atleta e dirigente, do Clube de Albergaria.

Fernando Gouveia - Como descobriu que o Badminton seria a sua modalidade de eleição, como praticante desportivo e desde quando está ligado à modalidade, mas ainda tem outra, que pratica aos domingos de manhã?
Pedro Lopes - Nunca fui muito bom nos desportos coletivos. Como tinha familiares a praticarem Badminton, decidi experimentar. Depois de começar sensivelmente 22 anos, nunca mais parei. Apenas estive afastado devido a uma lesão durante 2/3 anos, mas assim que recuperei, voltei há atividade. Também costumo praticar corrida, mais propriamente Trail. Treino duas vezes por semana juntamente, com os outros dois treinos de Badminton. Sempre que posso tento participar nas provas/eventos que se vão organizando no município. Neste momento para além de jogador de Badminton, ocupo o cargo de Seccionista e Diretor do Clube de Albergaria.
FG - Quais os objectivos da Secção de Badminton do Clube de Albergaria, a médio e a longo prazo?
PL - Os objetivos da Secção passam, em primeiro lugar, por formar e educar jovens atletas, tentando conciliar o bom desempenho escolar com os bons resultados desportivos. E julgo que temos conseguido. De ano para ano, temos alcançado excelentes resultados desportivos. Graças, também, ao excelente trabalho, que o nosso Mister Jorge Pitarma e recentemente, o Professor Ricardo Silva têm desempenhado. Devo, também, salientar o esforço, dedicação e empenho que os nossos atletas têm para com este Clube. Todos os anos temos tido atletas, Campeões Nacionais, Zonais, Regionais e este ano, também fomos Campeões Nacionais de Equipas Homens Seniores da 2ª divisão.
FG - Que importância tem tido a Câmara Municipal de Albergaria, para o desenvolvimento da modalidade no clube?
PL - A Camara Municipal tem tido um papel muito importante para o desenvolvimento da nossa modalidade. A Camara Municipal disponibiliza-nos o Pavilhão Municipal de Albergaria-a-Velha, com 12 campos permanentemente montados. Ou seja, podemos ter 48 atletas a jogar Badminton ao mesmo tempo. Não é qualquer clube, que tem estas condições e por isso é que estamos muito gratos à Camara Municipal. Para além desta disponibilização diária do Pavilhão, o Município apoia-nos sempre na organização dos nossos eventos. O meu muito obrigado à Camara Municipal de Albergaria-a- Velha, pelo apoio que tem dado à Secção de Badminton.
FG - Na presente época desportiva, quantos atletas (por escalões) estiveram em acção, quantos treinos semanais e onde foram realizados?
PL
- O Clube de Albergaria tem 42 atletas filiados na Federação Portuguesa de Badminton. Neste momento temos atletas de todos os escalões que são acompanhados pelos treinadores Jorge Pitarma e Ricardo Silva. Nos escalões não seniores temos duas classes, o da formação e os da competição. Os da formação treinam duas vezes por semana e os da competição, onde alguns treinos são em conjunto com os seniores, sempre no Pavilhão Municipal de Albergaria e acompanhados, pelos treinadores Jorge Pitarma e Ricardo Silva.
FG - Prevê algum crescimento da modalidade, nos próximos anos em número de praticantes, no CA?
PL - Um dos nossos principais objetivos é mesmo esse. Fazer crescer o número de praticantes, no CA. Julgo que, de ano para ano temos conseguido melhorar, tanto na quantidade como na qualidade, mas não é nada fácil. O Badminton ainda não é visto como uma modalidade de eleição e muitos meninos e meninas ainda vêm o Badminton, como uma modalidade que se pratica ao ar livre, e que não requer muita preparação física. Mas quando experimentam, a opinião muda por completo. Os nossos excelentes resultados também têm ajudado a divulgar ainda mais, o Badminton em Albergaria. Ainda temos muito trabalho pela frente…
FG - E para quando, um boa Escola de Formação de Mini-Badminton?
PL - Fica lançado o desafio, Professor! Mas para isso precisamos da sua ajuda!
FG - E quem são os Seccionistas?
PL- O secionista sou eu, mas na realidade são todos, os atletas seniores! Somos uma equipa muito unida, onde todos ajudam no que podem. Eu apenas trato das questões burocráticas. Todos os atletas seniores dão, um contributo muito grande para o desenvolvimento e liderança da nossa modalidade. Tenho muita sorte, por estar rodeado de pessoas, que não vivem do Badminton, mas vivem para o Badminton.
FG - Para quando um novo Torneio Internacional, em Albergaria-a-Velha destinado, a atletas não seniores?
PL – Sim… o Clube e a cidade de Albergaria já mereciam! Estamos a tentar, um torneio dessas dimensões e com essa importância necessária, requer muitos apoios. Estamos a tentar reuni-los. Mas, fica a promessa!
FG - E como são os apoios para sustentar a modalidade?
PL - Não é nada fácil. Temos contado com o apoio incondicional do clube, mas temos a perfeita noção que a Secção de Badminton requer algumas verbas, para despesas com, com volantes, deslocações, etc. Fica muito dispendioso ao clube mante, a Secção de Badminton ativa e ainda por cima, se os principais objetivos forem lutar por títulos, como são os nossos. Temos também contado com alguns patrocínios de pais dos nossos atletas, que de uma maneira ou de outra nos apoiam. Tentamos organizar torneios para angariar mais receitas. Mas o principal apoio vem mesmo do clube.
FG - Que avaliação faz, ao blogue Linhas & Finas/+ Badminton?
PL - Excelente. O João Boto faz um trabalho incrível, procurando sempre divulgar as noticias, da nossa modalidade. Espero, que assim continue a fazer por muitos anos. O Badminton em Portugal precisa de pessoas que vêm e vivem o Badminton como o João.
FG - Qual a importância do Badminton na sua vida?
PL - Neste momento o Badminton ocupa-me muito tempo, desde treinos, reuniões de secção, torneios, deslocações, etc. Mas… como estou rodeado de pessoas/atletas exemplares, tudo torna-se mais fácil. Pratico Badminton há muitos anos, sempre fui um jogador discreto… mas acho, que agora estou numa fase em que jogo apenas para conviver e me divertir, com os meus amigos. Tudo de uma maneira séria… claro, até porque represento um grande clube. Para além de já não conseguir viver, sem a minha modalidade de eleição quero proporcionar e oferecer aos novos atletas aquilo, que um dia me proporcionaram a mim quando comecei a jogar.
FG - Para finalizar, tens algo mais que gostasses de mencionar?
PL – Sim… quero agradecer ao Professor Gouveia por tudo o que fez e continua a fazer pelo Badminton do Clube de Albergaria. Muito obrigado.
FG - Que sensação teve, por ter sido premiado como o melhor dirigente do ano, na V Gala Clube de Albergaria?
PL - Antes de mais, não estava nada à espera, uma vez que os diretores das outras modalidades também realizaram um trabalho meritório. Fiquei bastante agradado e orgulhoso pela distinção nesta V Gala do Clube de Albergaria, e desde já agradeço a todos que contribuíram para que eu recebesse este prémio.

Ex-Atleta Olímpica Ana Moura será a madrinha do Protocolo entre o C.D.Unidos da Camacha e ABRAM

Irá decorrer amanhã (30/07/2015) o convívio final da época da secção de badminton do nosso filiado Clube Desportivo Unidos da Camacho, pelas 18H30 no pavilhão local. Ao mesmo tempo será assinado o protocolo entre a ABRAM e referido Clube, para o projecto Mini Badminton, marcando o regresso desta modalidade a um local com história no badminton. Destacando que este momento terá como madrinha a ex-atleta Olímpica Ana Moura, natural da freguesia e onde deu os primeiros passos para a modalidade. Este momento contará com a presença do Exº Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Badminton, Drº Horácio Bento de Gouveia, Presidente da ABRAM, Duarte Anjo e o Presidente da Direcção do C.D.Unidos da Camacha, Hélder Silva.

Fonte e foto: ABRAM

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sorteio do Campeonato do Mundo realizou-se hoje em Jacarta - Carolina Marin e Long Chen vão defender os títulos conquistados em 2014

Realizou-se hoje em Jacarta, o sorteio do Campeonato do Mundo que este ano se realiza na Indonésia entre os dias 10 e 16 de Agosto. Portugal irá falhar este ano a competição, já que nenhum atleta conseguiu conseguiu estar dentro dos elegíveis. Mais uma prova falhada no plano de actividade da FPB para 2015, como várias outras...
O chinês Long Chen em singulares homens e a espanhola Carolina Marin em singulares senhoras são os lideres mundiais, os primeiros cabeças de serie e estarão também a defender os títulos mundiais conquistados o ano passado em Copenhaga (Dinamarca). Apesar de ausente dos courts à cerca de dois meses devido a lesão num pé, a espanhola Carolina Marin e o seu treinadores apostaram no treino mental com psicólogo para conseguir estar a 100% em Jacarta.
Veja aqui o sorteio.
Cabeças de serie:
Singulares Homens - Chen Long (China, 1); Jan O Jorgensen (Denmark, 2); Kidambi Srikanth (India, 3); Kento Momota (Japan, 4); Lin Dan (China, 5); Chou Tien Chen (Chinese Taipei, 6); Viktor Axelsen (Denmark, 7); Wang Zhengming (China, 8); Son Wan Ho (Korea, 9); Kashyap Parupalli (India, 10); HS Prannoy (India, 11); Marc Zwiebler (Germany, 12); Hu Yun (Hong Kong, 13); Hans-Kristian Vittinghus (Denmark, 14); Tommy Sugiarto (Indonesia, 15); Rajiv Ouseph (England, 16).
Singulares Senhoras - Carolina Marin (Spain, 1); Saina Nehwal (India, 2); Li Xuerui (China, 3); Tai Tzu Ying (Chinese Taipei, 4); Ratchanok Intanon (Thailand, 5); Wang Yihan (China, 6); Wang Shixian (China, 7); Sung Ji Hyun (Korea, 8); Nozomi Okuhara (Japan, 9); Bae Yeon Ju (Korea, 10); PV Sindhu (India, 11); Michelle Li (Canada, 12); Minatsu Mitani (Japan, 13); Sayaka Takahashi (Japan, 14); Busanan Ongbumrungpan (Thailand, 15); Maria Febe Kusumastuti (Indonesia, 16).

Pares Homens - Lee Yong Dae/Yoo Yeon Seong (Korea, 1); Mathias Boe/Carsten Mogensen (Denmark, 2); Hendra Setiawan/Mohammad Ahsan (Indonesia, 3); Chai Biao/Hong Wei (China, 4); Fu Haifeng/Zhang Nan (China, 5); Hiroyuki Endo/Kenichi Hayakawa (Japan, 6); Ko Sung Hyun/Shin Baek Choel (Korea, 7); Lee Sheng Mu/Tsai Chia Hsin (Chinese Taipei, 8); Liu Xiaolong/Qiu Zihan (China, 9); Mads Conrad-Petersen/Mads Pieler Kolding (Denmark, 10); Vladimir Ivanov/Ivan Sozonov (Russia, 11); Kim Gi Jung/Kim Sa Rang (Korea, 12); Angga Pratama/Ricky Karanda Suwardi (Indonesia, 13); Kenta Kazuno/Kazushi Yamada (Japan, 14); Kim Astrup/Anders Skaarup Rasmussen (Denmark, 15); Hirokatsu Hashimoto/Noriyasu Hirata (Japan, 16).
Pares Senhoras - Misaki Matsutomo/Ayaka Takahashi (Japan, 1); Luo Ying/Luo Yu (China, 2); Wang Xiaoli/Yu Yang (China, 3); Kamilla Rytter Juhl/Christinna Pedersen (Denmark, 4); Tian Qing/Zhao Yunlei (China, 5); Ma Jin/Tang Yuanting (China, 6); Nitya Krishinda Maheswari/Greysia Polii (Indonesia, 7); Reika Kakiiwa/Miyuki Maeda (Japan, 8); Eefje Muskens/Selena Piek (Netherlands, 9); Jung Kyung Eun/Chang Ye Na (Korea, 10); Lee So Hee/Shin Seung Chan (Korea, 11); Vivian Hoo/Woon Khe Wei (Malaysia, 12); Jwala Gutta/Ashwini Ponnappa (India, 13); Shizuka Matsuo/Mami Naito (Japan, 14); Puttita Supajirakul/Sapsiree Taerattanachai (Thailand, 15); Gabriela Stoeva/Stefani Stoeva (Bulgaria, 16).

Pares Mistos - Zhang Nan/Zhao Yunlei (China, 1); Xu Chen/Ma Jin (China, 2); Tontowi Ahmad/Liliyana Natsir (Indonesia, 3); Liu Cheng/Bao Yixin (China, 4); Joachim Fischer Nielsen/Christinna Pedersen (Denmark, 5); Lu Kai/Huang Yaqiong (China, 6); Chris Adcock/Gabrielle Adcock (England, 7); Ko Sung Hyun/Kim Ha Na (Korea, 8); Lee Chun Hei/Chau Hoi Wah (Hong Kong, 9); Riky Widianto/Puspita Richi Dili (Indonesia, 10); Praveen Jordan/Debby Susanto (Indonesia, 11); Edi Subaktiar/Gloria Emanuelle Widjaja (Indonesia, 12); Mads Pieler Kolding/Kamilla Rytter Juhl (Denmark, 13); Michael Fuchs/Birgit Michels (Germany, 14); Jacco Arends/Selena Piek (Netherlands, 15); Chan Yun Lung/Tse Ying Suet (Hong Kong, 16)

HISTÓRIA DE SUCESSO | CONHEÇA FILIPA LAMY ... Entrevista pela "A BWIZER"

HISTÓRIA DE SUCESSO | CONHEÇA FILIPA LAMY ... 

Conheça Filipa Lamy, ex-atleta de alta competição, fisioterapeuta e co-fundadora do Centro de Treinos Racquetworx de Badminton. Filipa reúne no seu percurso profissional o melhor de dois mundos – o Desporto e a Fisioterapia – e ainda tem tempo para desenvolver actividades filantrópicas! Descubra tudo nesta entrevista. Mais uma história para se inspirar!

Fale-nos um pouco de si.
O meu nome é Filipa Lamy, tenho 34 anos e sou natural da Lourinhã. Desde os 11 anos estou ligada ao Badminton, conquistando mais de 30 títulos nacionais individuais. Fui diversas vezes Campeã Nacional de Equipas Senhoras e de Equipas Mistas por diferentes Clubes Nacionais. Além disto, representei durante 2 anos o Clube Campeão Espanhol, Club Badminton Rinconada, onde ganhamos a medalha de bronze na Taça dos Clubes Campeões Europeus em 2007, enquanto participei em torneios pelo Mundo fora, durante a tentativa para uma qualificação olímpica para Pequim 2008 que acabou por não se concretizar na reta final. Relativamente a seleções nacionais estive presente desde os meus 12/13 anos até abandonar a carreira como jogadora com muitas internacionalizações em todos os escalões.
Foi durante parte deste percurso de atleta que iniciei o meu Curso de Fisioterapia na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa, e sempre com mais ou menos dificuldade conciliei com o Badminton. Pouco antes de terminar a minha Licenciatura, comecei a exercer com um colega desse último ano (Ft. Miguel Lourenço) essencialmente na área da Geriatria, onde ainda hoje colaboro na Residência Sénior "Cantinho da Ternura" em Lisboa.
Após dar por terminada a minha carreira como atleta de alta competição em 2008, e apesar de ainda ter jogado alguns torneios nacionais e internacionais, o meu foco virou-se para a área do treino e do ensino de jovens, e fui cofundadora de uma Academia de treino onde, após algumas pequenas modificações estruturais, ainda me mantenho (Centro de Treinos Racquetworx).
Quando era adolescente, que profissão sonhava ter no futuro? Sempre quis ser atleta ou até mesmo Fisioterapeuta?
Logo no primeiro ano que joguei Badminton ganhei os 3 títulos nacionais possíveis, e isso deu-me a motivação que eu precisava para me começar a dedicar a este desporto com mais seriedade. Tive a sorte de estar numa zona onde pude ter um apoio de vários Treinadores de qualidade desde muito nova (inicialmente com o Sr. Lourenço Rodrigues e a minha irmã Paula Lamy, e um pouco mais tarde com Treinadores Internacionais como o Prof. Luís Carvalho, Prof. Jorge Cação e com o inglês Mark Methven, que na altura fazia parte da Equipa Técnica Nacional com o Prof. Luís Carvalho). Obviamente que isto me ajudou a lutar pelo sonho comum a tantos outros jovens que praticam desporto, que é chegar a um patamar de excelência.
A Fisioterapia acabou por ser uma descoberta para mim nesta fase, porque por diversas vezes necessitei da intervenção dum Fisioterapeuta, apesar da sorte e das poucas lesões que tive não serem de grande gravidade.
No seu percurso como atleta de alta competição quais foram as experiências que mais a marcaram?
Como atleta tive diversas experiências que me marcaram. O facto de poder conhecer os 5 continentes e perceber todas as diferenças que existem no mundo e nas condições de vida dos diversos povos é algo que dificilmente irei esquecer, e que me ajuda a dar valor a muitas das coisas que tenho. Os torneios que participei em África, principalmente no Uganda e na Nigéria é algo que me marca até hoje. Essa é uma das razões que me orgulho de ser também uma das caras portuguesas da Solibad (Organização sem fins lucrativos que angaria fundos e material de badminton, para desenvolver projectos locais em países carenciados em qualquer parte do planeta, como aconteceu por exemplo, no Haiti, após o sismo que destruiu o país).
O facto de ter estado presente em diversos Campeonatos do Mundo e Campeonatos da Europa, individuais e de Equipas, é algo que também é muito marcante e que dificilmente esquecerei.
O que a levou interessar-se pela Fisioterapia?
Tal como referi, o meu interesse pela Fisioterapia apareceu durante a adolescência, muito pelo fascínio que me dava ver como os Fisioterapeutas, muitas das vezes só usando as mãos, conseguiam perceber o problema e dar uma ajuda tão importante no dia-a-dia de tanta gente. Na altura, não tinha noção da abrangência da Fisioterapia e, se na altura me dissessem que iria desempenhar funções na área em que estou agora, nunca iria acreditar. O que é certo, é que gosto muito da área geriátrica.
No âmbito da Fisioterapia, quais foram as experiências que mais a marcaram?
A maioria das minhas experiências como referi anteriormente são na área geriátrica, tendo grande parte das vezes os meus pacientes uma idade muito avançada. Assim, conseguir que uma senhora de 98 anos voltasse a andar após uma fratura do colo do fémur, quando durante meses, ela não tinha feito Fisioterapia porque "não valia a pena"... Viveu até aos 103 e manteve a marcha com andarilho até quase aos 102!
O agradecimento no olhar e no sorriso dos idosos que trato quando conseguem atingir cada um dos seus objetivos, muitas das vezes, coisas simples que quase ninguém dá importância, como conseguir levantar-se duma cadeira, faz-me lembrar do que me fez começar a prestar atenção à Fisioterapia - o facto de poder dar uma ajuda importante no dia-a-dia de alguém.
Nas aulas de movimento que dou semanalmente na Residência Sénior, onde muitas vezes coloco o grupo a "jogar badminton" com balões, o facto de segurarem a raquete na mão, faz com que se abstraiam de muitas dificuldades que têm e aproveitem o momento sem pensar nos problemas que sofrem.
Já participou em algumas formações Bwizer. Quais as que mais a marcaram e que partido tira delas atualmente?
Tanto a de Kinesio Taping como a Dynamic Taping foram dois métodos que me moldaram devido às novidades que nos trazem. Gostei muito de ambas, apesar desta última de Dynamic Tape ter tido um impacto especial por ter sido dada pelo Ryan Kendrick, mentor da técnica.
Adorei a formação de Funtional Training Coach. Gostei muito do modo como o Formador (Gabriel Silva Jorge) expõe os temas e aplica a parte prática, além de que é algo que consigo usar em ambas as vertentes, a da Fisioterapia e a Desportiva.
Como concilia a sua vida pessoal com a profissional?
Pois, essa é uma pergunta que tem uma resposta simples. Tenho muito pouco tempo livre, entre as 8 horas de trabalho, treinos diários (quando me é possível), um ou outro domicílio e as competições dos nossos miúdos quase todos os fins de semana entre Outubro e final de Junho, muito pouco tempo sobra. O meu companheiro também faz parte do Centro de Treino Racquetworx, o que faz com que tenhamos tarefas em comum, que acaba por fazer com que passemos tempo juntos. Infelizmente, para a família e amigos não sobra tanto tempo como desejaria, mas sempre que tenho, tento aproveitar ao máximo.
Uma curiosidade sobre si que nada tenha a ver com o desporto ou a fisioterapia.
Sou muito tímida, adoro cozinhar e sou canhota. Adoro ver filmes e series, ir à praia e descontrair com os meus amigos. Gosto de gente com sentido de humor e bem-disposta.
Uma dica ou frase de inspiração para aqueles que gostariam de seguir os seus passos? Tanto no Desporto, como na Fisioterapia?
"Acredito muito na sorte. Verifico que quanto mais trabalho, mais a sorte me sorri." - Thomas Jefferson
Seja onde for, em tudo na vida, temos sempre que lutar, pois como digo aos meus atletas, se fosse fácil, não tinha piada porque todos iam conseguir!

Fonte: "A Bwizer"

domingo, 26 de julho de 2015

Entrevista com... Marco Jorge conduzida pelo Prof. Fernando Gouveia

Entrevista com...
Marco Jorge

Introdução – Marco Jorge, atleta Sub-17 do Clube Académico de Odivelas, natural e residente em Lisboa, nascido a 28 de Fevereiro de 1998, frequentou o 11º ano, na Escola D. Filipa de Lencastre, em 2015. 
Marco Jorge terminou a época desportiva de 2014 / 2015 ordenado, no "Ranking Nacional / Sub-17", no 2º lugar em Singulares Masculinos e em 10º lugar nos Pares Masculinos, com Miguel Cavaco (SIMPS).


Fernando Gouveia - Como é que escolheste o Badminton, como a tua modalidade preferida e o CAO?
Marco Jorge - Eu comecei a praticar Badminton na altura, no ARCIP por iniciativa do meu pai que já lá jogava. Eu gostava muito de ir treinar mais por causa dos amigos e do meu primo que entretanto deixou de jogar. Entretanto, comecei a levar mais a sério a modalidade e tal como a maior parte dos atletas do ARCIP mudei-me para, o Clube Académico de Odivelas.
FG - O que é para ti, este desporto, que se pratica com raquetes e “penas voadoras”?
MJ - O Badminton para mim é muito importante na minha vida, não é um desporto com muita visibilidade mas cada vez mais, se está a tornar um desporto muito apreciado especialmente a nível do Desporto Escolar.
FG - Como todos os atletas és estudante. Consegues concilias as duas atividades? Que conselho dás aos atletas, que se encontram na mesma situação?
MJ - A verdade é que para mim não é muito fácil conciliar o Badminton com os estudos, mas apesar disso tenho-me safado e se Deus quiser entrarei para a faculdade. Embora não o faça sempre sei, que não devo pôr o desporto, neste caso o Badminton, à frente dos estudos…
FG - Para além do Badminton, quais os teus outros passatempos?
MJ - Eu sou uma pessoa muito ligada ao desporto em geral, gosto de ver e experimentar todas as modalidades. Para além disso, nos meus tempos livres gosto de sair com os meus amigos, ver TV e gosto de passar tempo, com a minha família.
FG - E o que gostavas de ser em termos profissionais?
MJ - Ainda não tenho uma ideia concreta, mas gostava de ser Engenheiro Informático ou algo relacionado com desporto.
FG - Habitualmente quantas unidades de treino efectuas por semana, durante quanto tempo e quem é o teu treinador?
MJ - Durante, a última temporada efectuava, 5 treinos de raquete com duração de cerca de 2 horas e cerca dois treinos físicos por semana. Treino no CT Racqetworx, com os treinadores Tim Willis e Filipa Lamy.
FG - O que mais gostas de treinar no Badminton?
MJ - Gosto de treinar sequências e zonas.
FG - Quais os momentos de competição que consideras como inesquecíveis?
MJ - Os momentos mais marcantes na minha curta carreira sãos sem dúvida, as duas ocasiões em que fui convocado para representar Portugal, a primeira num Torneio Internacional em Espanha, no ano de 2012 e a segunda nos Internacionais Juniores de Portugal, em 2014.
FG - O que consideras fundamental para um melhor desenvolvimento do Badminton no CAO e em Portugal?
MJ - O CAO tal como muitos clubes em Portugal têm feito muito para desenvolver a modalidade. Na minha opinião, o mais importante, numa fase em que não há apoios para a modalidade, é a sua divulgação e o CAO nesse aspeto está a trabalhar muito bem.
FG - Quais foram as principais competições que já disputaste? E quais as de maior sucesso?
MJ – Em 2012 participei no meu primeiro Torneio Internacional, na altura era Sub-15 e alcancei os quartos-de-final perdendo com um atleta escocês. Em 2013 e em 2014 participei nos Internacionais Juniores, nas Caldas da Rainha e neste ano participei, nos Internacionais de Seniores, também nas Caldas da Rainha.
FG - Qual é a importância do desporto na tua vida?
MJ - O desporto é muito importante na minha vida e é uma área pela qual me interesso muito.
FG - A humildade e o trabalho são os segredos dos campeões?
MJ - Sempre me ensinaram a ser humilde e acredito que esse seja um dos segredos para ser um campeão.
FG - Gostarias, no futuro poderes representar, o Benfica ou o Sporting?
MJ - São dois grandes clubes e que dão muita visibilidade, especialmente em termos de patrocínios e isso seria uma vantagem. 
FG - E como é o teu dia a dia?
MJ - Começo o dia as 7 da manhã, vou de metro para a escola e tenho aulas até às 17. Depois vou para o treino e estudo à noite antes do jantar. Tento deitar-me o mais cedo possível para que o dia seguinte corra o melhor possível.
FG - O que mais gostas de ler, no blogue Linhas & Finas + Badminton?
MJ - O blogue Linhas & Finas é um excelente blogue, que nos mantém actualizados acerca do badminton, tanto a nível nacional como a nível internacional.
FG - Gostarias de fazer algum tipo de agradecimento?
MJ - Gostava de agradecer, aos meus pais e a todos os meus familiares, que contribuíram para que eu pudesse fazer o que fiz e o que vou fazer no Badminton, a todos os meus amigos e colegas de treino, que me ajudaram a ser a pessoa que sou. À Yonex Racqetworx Portugal, que me apoia em termos de material desportivo. Um especial agradecimento ao Daniel Moura, Tim Willis e Filipa Lamy, que contribuíram muito para que eu alcançasse tudo o que alcancei até hoje e devo-lhes toda a minha curta carreira. Por fim gostava de agradecer ao Professor Fernando Gouveia que me proporcionou responder a esta entrevista.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pedro Martins esteve a um pequeno passo de fazer a sua história num Grand Prix

Pedro Martins terminou esta manhã a sua participação nos Internacionais da Rússia 2015, competição Grand Prix de 50.000 USD. O atleta português ultrapassou duas rondas e esteve muito perto de conseguir a passagem aos 1/4 de final. Pedro Martins apenas caiu diante do melhor russo da actualidade, Vladimir Malkov, nº 42º do ranking mundial. 
Na primeira partida do dia realizada às 02H10 da madrugada em Portugal (10H10 em Vladivostok), Pedro Martins defrontou o japonês Ryotaro Maruo vencendo por 2-1. Não foi fácil Pedro Martins ultrapassar este veterano jogador nipónico de 35 anos, cuja escola de badminton é das melhores do Mundo. Pedro deixou-se surpreender no 1º set, nunca conseguindo impor o seu jogo perdendo por 14-21. Bem mais fácil foi o 2º parcial com uma vitória folgada do português (21-6), dando a entender que o 3º set seria mais um passeio. No entanto as coisas não foram bem assim, e Ryotaro Maruo entrou novamente forte, ganhando rápidamente vantagem a Pedro Martins. Só depois da mudança de lados no 3º set é que o potencial do atleta luso veio ao de cima controlando até final o seu adversário vencendo por 21-13.
O apuramento para os 1/8 final estava garantido e 2110 pontos também. O jogo diante do russo adivinhava-se complicado ainda mais porque Malkov não teve de jogar os 1/16 F estando portanto bem mais "fresco" do que o português. Apesar de tudo ficou provado o enorme potencial de Pedro Martins que é de facto um top50 mundial. Depois de perder o 1º set por 14-21, Pedro deu a volta por cima e comandou sempre o 2º set que viria a vencer por 21-16. No set decisivo, a diferença esteve no inicio, já que o russo virou a 11-3. Pedro Martins fez depois uma segunda parte do set com enorme brio, ameaçando e de que maneira o seu adversário, que acabou no entanto por vencer o set por 21-18. É evidente que não existem vitórias morais mas pelo seu desempenho em terras russas, pelo pouco descanso que teve entre partidas, o olímpico português merecia mais. 

Telma Santos e Pedro Martins mais próximos do Rio'2016

Foram hoje publicadas pelo Badminton World Federation as tabelas actualizadas do ranking mundial, como aliás acontece todas as 5ª feiras. Boas noticias para os portugueses Pedro Martins e Telma Santos que subiram nas respectivas tabelas, como era de prever, após a sua participação nos Internacionais de Lagos 2015 na Nigéria.
Telma Santos foi a que mais beneficiou ao "galgar" 59 posições na tabela de singulares femininos, enquanto que o algarvio Pedro Martins subiu 29 lugares. Telma Santos é agora a 195ª da tabela com 7200 pontos, deixando a sua possível "adversária" numa qualificação olímpica, Sónia Gonçalves mas longe, já que a famalicense acabou por perder mais duas posições esta semana, estando no 284º lugar. Fecha o pódio feminino português a madeirense Helena Pestana na 729ª posição, com uma queda de 10 lugares esta semana. Em singulares masculinos Pedro Martins soma agora 7220 pontos colocando-se na 226ª posição. Com a sua participação esta semana no Grand Prix da Rússia, e sabendo já que Pedro Martins acabou eliminado nos 1/8 Final, na próxima semana é bem provável que o português volte a dar um pulo na tabela colocando-se ligeiramente abaixo da 200ª posição. Os jovens Ricardo Silva (559º) e Ângelo Silva (817º) acabaram ambos por perder mais algumas posições na respectiva tabela de singulares homens. 
No top10 mundial, enquanto que em singulares masculinos tudo se manteve igual, com o chinês Long Chen na liderança, seguido do dinamarquês Jan O Jorgensen e do indiano K. Saikanth, já em singulares femininos, a chinesa Li Xuerui volta a entrar no pódio para a 3ª posição em troca com a tailandesa Ratchanok Intanon que desceu ao 5º lugar. Na frente continua e por mais uma semana a espanhola Carolina Marin seguida da indiana Saina Newhal.
Veja aqui toda as tabelas do ranking mundial

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pedro Martins avança para a 2ª ronda nos Internacionais da Rússia 2015 - Grand Prix

Pedro Martins qualificou-se esta 4ª feira para os 1/16 F dos Internacionais da Rússia 2015 competição Grand Prix de 50.000 Dólares que decorre até ao próximo domingo em Vladivostok, maior cidade portuária da Rússia no Oceano Pacifico e a curta distância da fronteira com a China e Coreia do Norte. Depois de uma longa viagem que durou quase 20 horas divididas entre 3 voos, Pedro Martins quase não teve tempo de descansar antes da partida que venceu diante do russo Pavel Kotsarenko por 2-1 (21-9/18-21/21-13). Inicialmente Pedro Martins tinha o seu jogo marcado para as 12H05 em Vladivostok (03H05 da madrugada em Portugal), mas devido à longa viagem do atleta algarvio e dos atrasos verificados nos voos, a organização acabou por colocar a partida entre Pedro Martins e o russo no final da secção do dia. Uma atitude bastante positiva que possibilitou algum descanso ao olimpico português. 
No que respeita à partida, Pedro Martins entrou a todo o "gás" e depressa colocou o primeiro set em 11-0 a seu favor. A segunda parte do primeiro set acabou por ser mais equilibrado terminando o mesmo em 21-9 a favor de Pedro Martins. O segundo set nada teve a ver com o primeiro e o russo Pavel Kotsarenko comandou sempre vencendo por 21-18. Temia-se o pior, mas Pedro Martins reagiu de imediato no decisivo jogo, comandando sempre o mesmo e vencendo por 21-13. 
No final da partida Pedro Martins confidenciou na sua página do facebook que sentiu por diversas vezes Cãibras no final do 1º set motivadas pelas longas horas sentado nos voos que ligaram Lisboa a Vladivostok. Com esta vitória Pedro Martins já garantiu 1670 pontos e amanhã terá pela frente nos 1/16 final o japonês Ryotaro Maruo. Infelizmente a esta hora ainda não é possivl saber a hora da partida de Pedro Martins diante do nipónico. Pode consultar todos os resultados da competição russa aqui.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Terminou também a época para arbitragem nacional!

Terminou mais uma época também para a arbitragem nacional. Ser árbitro/juiz de badminton não é fácil. Existem muitos árbitros/juízes em Portugal mas infelizmente apenas uma pequena parte continua em actividade. Alguns deixaram a arbitragem por se desligarem da modalidade, outros porque a sua vida profissional o não permite e outros ainda porque se fartaram de promessas nunca cumpridas pelo organismo máximo. Apesar de tudo, nos últimos anos a FPBadminton voltou a apostar em cursos na tentativa de captar novos valores. O facto dos torneios nacionais de não seniores voltarem a ter árbitros tem contribuído para um aumento dos interessado na arbitragem, aliado ainda ao facto de Portugal contar agora com dois árbitros reconhecidos pelo Badminton Europe. Primeiro João Lopes (Leiria) e depois João Fragoso (Mora) que tem levado o bom nome da arbitragem nacional além fronteiras. Não esquecendo ainda Susana Maldonado, a mais antiga árbitro/juiz em actividade e única Juiz-árbitro portuguesa credenciada pelo Badminton Europe. Mesmo sem apoios oficiais, João Fragoso e João Lopes tem realizado um enorme trabalho em prol da arbitragem portuguesa.
Neste momento outros valores despontam na arbitragem em Portugal, e alguns dos actuais estagiários e futuros árbitros mostram potencial. É necessário no entanto uma maior dinâmica e, pena é, que a Associação de Árbitros associada na FPB, esteja inactiva e não dê o apoio necessário como aliás acontece nos países onde a modalidade é mais evoluída.
Também será importante aos outros agentes da modalidade compreender o quão difícil é ser árbitro ou juiz. Um árbitro ou um juiz de badminton deve ser isento e muitas vezes erra, tal como erra um jogador, um treinador ou um dirigente.
Esperemos que 2015/16 seja um ano ainda melhor para a arbitragem nacional... e que seja publicada a respectiva classificação de árbitros para a próxima época...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pedro Martins nos Internacionais da Rússia em busca do Rio'2016

Pedro Martins está a caminho de Vladivostok para participar a partir de amanhã e até dia 26 nos Internacionais da Rússia competição Grand Prix de 50,000 Dólares. O algarvio teve colocação directa no quadro principal onde irá defrontar na 1ª ronda o russo Pavel Kotsarenko. Caso ultrapasse o seu adversário Pedro Martins garante desde logo no mínimo 1670 pontos. Pontos estes cruciais para que Pedro Martins "acelere" para uma melhor colocação na tabela mundial com vista ao apuramento olímpico Rio'2016. 
Nesta competição o 1º cabeça de serie é indonésio Tommy Sugiarto, 16º do ranking mundial enquanto que o francês Brice Laverdez, 30º da hierarquia mundial é o 2º cabeça de serie. Presentes estarão também o espanhol Pablo Abian recentemente vencedor em singulares dos 1ºs Jogos Europeus "Baku'2016" do malaio Zulfadli Zulkiffli, ou do indiano Ajay Jayaram. Como sempre pode acompanhar neste blogue a participação de Pedro Martins o torneio russo.  Veja aqui o calendário.

Internacionais de Lagos 2015 - Triunfos de Kristina Gavnholt (CZE) e B. Sai Praneett (IND)

Terminou no passado sábado na Nigéria, os 2ºs Internacionais de Lagos, competição International Challenge e que contou com a presença dos portugueses Pedro Martins e Telma Santos. Os dois atletas portugueses chegaram hoje a Lisboa, mas Pedro Martins viajou de imediato para a cidade de Vladivostok onde vai competir a partir de amanhã nos Internacionais da Rússia, Torneio de nível Grand Prix. 
Entretanto Kristina Gavnolt da Republica Checa que eliminou nos 1/4 F  portuguesa Telma Santos foi a vencedora na prova de singulares senhoras ao derrotar na final a turca Ozge Bayrak pelos parciais de 24-22/18-21/21-5. Na prova de singulares homens a vitória foi para o indiano e primeiro cabeça de serie, B. Sai Praneet que na final derrotou o "carrasco" de Pedro Martins Adrian Dziolko da Polónia por 21-14/21-11. Pode consultar todos os resultados da competição aqui.

No Alto e No Baixo da Semana

NO ALTO E NO BAIXO DA SEMANA

No Alt0
TELMA SANTOS E PEDRO MARTINS
- Não é fácil competir num pais como a Nigéria, onde as condições apesar de iguais para todos, não deixa de ser uma grande aventura... Telma e Pedro arriscaram e chegaram até onde foi possível na competição africana e irão subir alguns lugares no ranking mundial na próxima 5º feira.

MARCO VASCONCELOS
- O treinador português já é parte da história do badminton brasileiro. Esta semana no Pan-Americano 2015 os seus pupilos conquistaram 2 medalhas de prata e 1 de bronze, quando antes apenas tinham nos últimos20 anos conquistado 2 medalhas de bronze.

Em Baixo
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domingo, 19 de julho de 2015

Entrevista com...Roberto Spínola, conduzida pelo prof. Fernando Gouveia

Entrevista com …
Roberto Spínola


Introdução - Roberto Spínola, natural do Funchal, nascido em 1974 e residente no Porto ocupando-se profissionalmente. como Caixeiro, integra a Direcção Técnica, do Novasemente Grupo Desportivo, sendo também seu Delegado.

Fernando Gouveia - Qual foi a sua decisão de seguir uma carreira desportiva e porque escolheu, o Badminton?
Roberto Spínola - Primeiramente queria agradecer, ao Professor pelo trabalho incansável que tem tido, pela divulgação da nossa modalidade.. 
Eu não escolhi o Badminton, mas ele veio ao meu encalço desde o momento em que, o meu amigo e vizinho Marco Vasconcelos começou a praticar e me perguntou se não queria ir também, e dai tudo começou.
FG - Conte-nos como foi sua trajectória até chegar ao Novasemente?
RS - Começou em 2011, quando após estar afastado da modalidade 20 anos e que procurei no Porto, clubes que praticavam a minha modalidade do coração, encontrei os Fãs de Gaia através, do Jorge Azevedo e comecei a praticar novamente e a ajudar nos treinos juntamente, com a Lúcia Ramires e após 2 anos, o Luís Pinto apresenta-me, um projecto ambicioso a longo prazo, que me levou a mudar de Clube e me dedicar mais ao ensino, divulgação e projecção da modalidade.
FG - Quais são os métodos que utiliza para dimensionar e controlar as cargas de treino dos atletas?
RS - O factor idade, sexo do atleta, como também a própria estatura e mobilidade, tentamos dinamizar e colmatar as necessidades quase individualmente dos atletas a fim de conseguirmos, o maior proveito das capacidades de cada um, também com ajuda do staff do clube a nível de fisiatras e outros, ao nosso dispor.
FG - Para que o treino seja planeado, organizado e conduzido com eficácia, é necessário conhecer-se o atleta, ou o grupo de atletas com que vamos trabalhar?
RS - Sem duvida, não digo que seja necessário sabes os ínfimos pormenores da vida deles mas quase!! O atleta tem que perceber que nós estamos presentes, para o ajudar e quanto mais tentar esconder informação ou impedimentos do foro psicológico ou físico, que comprometa o seu treino está a retrair a sua evolução e do seu grupo de treino.
FG - O que significa "comprometimento de atletas"?
RS - Significa que nos (Clube) temos, que estar preparados para ajudar os nossos atletas, que querem mais do Badminton e não só exigir, que o atleta nos dê o melhor dele.
FG - Atualmente como se realiza o seu trabalho?
RS - Nos não seniores, o Planeamento é efectuado com o Luís Pinto, em que mantemos e estudamos as falhas e virtudes dos mais pequenos e vamos ajustando, o planeamento consoante a carga de torneios, que o atleta se propõe a efectuar. Nos Seniores temos um trabalho diferente, eu e o Hugo Ferreira planeamos, a época consoante as necessidades, que são bem diferentes dos mais pequenos. Todo ele é feito sempre, por mais de uma pessoa, para que consigamos lhes dar uma visão mais ampla e mais opções de batimentos e táctica quanto possível.
FG - Qual o caminho que deverá ser seguida, no NGD para que a modalidade se desenvolva a longo prazo?
RS - Passa obviamente pelas escolas, em Espinho que é muita rica em crianças, terá de haver uma maneira de entrar e divulgar, que o Badminton é uma opção valida, para uma criança ter uma actividade desportiva, muito exigente sim, mas as pessoas têm de ter a coragem de experimentar e deixar as crianças escolher e não incutir.
FG - Que diferenças encontra, do tempo de praticante na Madeira, em relação ao presente? O que deveria ser efectuado para melhorar a actual realidade, da modalidade em Portugal?
RS - O que encontrei foi uma realidade muito diferente, alem do CAR que foi uma boa surpresa, quando estive lá pela primeira vez, mas infelizmente com menos gente, eu não tenho a solução mágica, para trazer o badminton ao patamar onde deveria estar, mas uma palavra tenho a dizer, aos intervenientes no Badminton, entreguem se de corpo e alma ao Badminton, no tempo que lhe dispõe e isso sim, traz gente e contagia os outros, a descriminação não. 
FG - O sacrifício é grande para se formar um atleta com qualidade competitiva?
RS - Hoje em dia sim, pela ausência de adversidades de situações do dia a dia que antigamente existia julgo eu, por passarmos mais tempo com os amigos, a rotina diária é feita, a maior parte do tempo sentada, devido à carga horaria escolar, isso tudo faz com eles cheguem ao fim do dia esgotados e meio adormecidos, exige muito mais de nos manter o dinamismo e o foco em alta num treino, mas com as pessoas correctas e com objectivos traçados, tudo segue em bom rumo.
FG - O que devem fazer os pais quando percebem que seus filhos possuem talento?
RS - Devem ser isso mesmo, pais devem apoiar, confortar e tentar perceber, se os seus filhos estão feliz e bem entregue no meio desportivo e no clube que representa. Devem de pensar, que a vida desportiva não acaba aos 18 anos e que o talento devera ter tempo para crescer, só assim se fazem atletas com futuro.
FG - Como as crianças enfrentam a derrota?
RS - Muito dramaticamente, mas muitas delas já com a consciência que se querem mais têm, que nos dar mais no dia a dia, pois o que lhes leva a perder são pormenores que no dia a dia são julgados como chatos e sem sentido.
FG - Como as crianças encaram a derrota?
RS - Um grande abraço bem apertado e uma conversa por vezes de motivação por outras de descompressão. Geralmente sou mais ouvinte e só depois quando estou com cabeça mais fria tento analisar junto com eles os porquês da mesma. 
FG - Quais são os erros mais comuns dos pais, relativa à formação desportiva dos seus filhos?
RS - A glória máxima, o mais rápido possível chega a ser suplantado pelo timing em que se encontra a evolução do próprio atleta, nós queremos formar atletas e seres humanos fortes, mas com futuro não autómatos. É o que vejo em quase todas as modalidades.
FG - O que acontece quando um menino talentoso no desporto começa a se achar uma “estrela”?
RS - Com a glória tem que vir responsabilidade acrescida e isso ensina-se e treina-se, muitas vezes acontece o oposto levando ao desleixo e desmazelo.
FG - Apesar de o Badminton não ser um desporto, muito popular em Espinho, tem vindo a crescer, com os resultados, que os atletas do NGD têm alcançar?
RS - Já vai sendo conhecido porque estamos, numa luta para nos afirmarmos em que nos recusamos baixar os braços, por isso os resultados vão aparecendo e as pessoas acreditam em nós e cada vez temos mais atletas a querer experimentar, os resultados são necessários mas não a prioridade, o dever social que temos com Espinho é muito grande e reconhecido pela autarquia que confia em nós, queremos um espaço em que possamos jogar e experimentar Badminton, a qualquer hora do dia e que as crianças do ATL e Pré-Escola possam lá ir, a qualquer hora como existe na natação e outros desportos.
FG - O Badminton ainda é um desporto pouco conhecido em nosso país. O que poderia ser feito para que se tornasse mais popular?
RS - Mais espaços, mais gente com vontade de divulgar e não baixar os braços, trazer amigos a praticar só por diversão, juntar mais Desporto Escolar à competição, abrir portas nas escolas, a professores de Educação física, que estão um pouco ao abandono a nível de acompanhamento, e só muito depois no meu ver passar aos media, por eu achar, que o passar a palavra e a boa vontade ainda é mais forte.
FG - Qual a sua avaliação, sobre o blog Linhas & Finas/ + Badminton?
RS - Nota 20 pelo empenhamento e constante evolução na criação de noticias e divulgação internacional do Badminton Português.

António Neves homenageado ontem na sua terra natal

Durante o evento deste fim de semana “Ourém - Maratona do Desporto”, o jovem António Neves, que se sagrou esta temporada campeão nacional sub13 em singulares homens e pares mistos, foi alvo de uma homenagem em reconhecimento das suas conquistas no desporto, nomeadamente na sua modalidade de eleição, o Badminton, representando a Cidade e o Concelho enquanto Oureense. A honra de poder sentir que está a representar a sua terra natal aumentou ainda mais o orgulho com que recebeu o prémio.
Esta iniciativa partiu dos clubes organizadores do evento o “Btt Clube Dos Pinheiros” e da “União Desportiva de Ourém”. Na cerimónia da entrega do prémio estiveram presentes a Sr.ª Vereadora de Ourém Lucília Vieira representando o Município e ainda os Srs. João Maria Camilo Alves e João Nuno Oliveira Presidentes dos respectivos Clubes.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Telma Santos soma 2200 pontos e Pedro Martins 1520 nos 2ºs Internacionais de Lagos - Nigéria

Terminou a participação de Telma Santos e Pedro Martins nos 2ºs Internacionais de Lagos que amanhã terminam. O torneio nigeriano é um International Challenge de 15.000 Dólares, sendo este ano um dos mais importantes torneios a nível mundial já que está inserido no ano de apuramento olímpico.
Telma Santos conseguiu chegar aos 1/4 final depois de vários meses parada para recuperar de uma intervenção cirúrgica a que foi submetida a um joelho. A portuguesa apenas cedeu diante da checa Kristina Gavnholt que ainda recentemente apenas cedeu nos Jogos de Baku diante da vice-campeã Lianne Tan. Uma derrota por 0-2 (10-21/12-21) que e nada tira a excelente competição que a penichense fez em terras africanas. Na sua página do descreveu assim o seu jogo diante da checa " adivinhava uma partida extremamente difícil e apesar do meu esforço ela foi superior. Saio daqui confiante...feliz e com vontade de trabalhar ainda mais e melhor. O caminho vai ser muito duro...mas vou lutar até ao fim."
Antes Telma Santos ultrapassou a italiana Jeanine Cicognini, atleta que Telma Santos nunca tinha vencido. Uma vitória muito saborosa por 21-23/21-18/21-10 que valeu a Telma Santos a conquista de 2200 pontos (o equivalente quase a uma vitória num International Series). 
Já Pedro Martins enfrento e perdeu com o polaco Adrian Dziolko, 5º cabeça de serie, por 1-2 (16-2/21-16/15-21, acabando por demonstrar as mesmas dificuldades sentidas na véspera. Era uma partida bastante importante para o algarvio que caso tivesse ultrapassado o polaco, garantia com certeza um lugar nas meias finais de amanhã. No entanto a qualificação olímpica continua e Pedro Martins somou mesmo assim 1520 pontos e no próxima semana estará a competir no Grand Pix da Rússia. Pode ver todos os resultados aqui da competição nigeriana. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pedro Martins e Telma Santos em frente nos Internacionais Challenge de Lagos na Nigéria

Começou da melhor maneira a participação dos portugueses Pedro Martins Telma Santos nos 2ºs Internacionais de Lagos na Nigéria. Os dois atletas lusos passaram à 2º ronda (1/8 F), e tem já garantidos 1520 pontos nesta competição International Challenge. 
A penichense Telma Santos foi a 1ª a entrar nos courts do Rowe Park Sports Centre onde defrontou e venceu a ganesa Grace Atipaka por 2-0 (21-4/21-4). Pedro Martins que entrou em campo 3 horas depois vencendo o nigeriano Enejoh Abah pr 2-1 (18-21/21-14/21-18). 
Se Telma Santos teve um jogo tranquilo o mesmo não se pode dizer do algarvio que teve de puxar pelos galões para levar de vencido o homem da casa 314º do ranking mundial. Amanhã a tarefa dos atletas lusos não se afigura nada fácil. Telma Santos irá enfrentar a italiana Jeanine Cicognini, 62ª do ranking mundial e cujo saldo lhe é favorável (2-0) relativamente às partidas realizadas contra a portuguesa. A agora naturalizada italiana, nascida na Alemanha era na altura (2009 e 2011) de nacionalidade Suiça. Pedro Martins irá por seu lado defrontar o polaco AdrianDziolko, 5º cabeça de serie e actual 70º do ranking mundial.
Destaque no dia de hoje para a derrota do 2º cabeça de serie Misha Zilberman, que cedeu diante do nigeriano vindo das qualificações  Jinkan Ifraimu Bulus. Veja os Resultados aqui.

Ranking Mundial - Pedro Martins, Telma Santos e Sónia Gonçalves continuam com aspirações para o Rio'2106

Pedro Martins em singulares homens e Telma Santos e Sónia Gonçalves continuam com aspirações para uma qualificação olímpica a 10 meses do final da qualificação. 
Como acontece todas as 5ªs feiras o Badminton World Federation publicou as tabelas do ranking mundial e os 3 atletas lusos continuam em posições para lutarem por um dos 38 lugares disponíveis em singulares. 
Em singulares masculinos Pedro Martins ocupa a 255ª posição a mesma da passada semana, tal como Telma Santos e Sónia Gonçalves que em singulares senhoras mantiveram respectivamente a 249ª e 282ª posições da tabela. O jovem  Ricardo Silva desceu para a 558ª posição (-2) enquanto que o seu colega Ângelo Silva caiu para a 810ª posição (-5). No pódio nacional feminino, a madeirense Helena Pestana desceu igualmente 5 lugares estando esta semana na 719ª posição. Lembramos que na próxima semana, tanto Pedro Martins como Telma Santos irão galgar algumas posições nas respectivas tabelas já que se encontram em África, mais concretamente na Nigéria a disputar os 2ºs Internacionais de Lagos, competição International Challenge que pode dar ao vencedor 4000 pontos. 
Na frente das tabelas de singulares continuam Long Chen (CHN) em masculinos Carolina Marin (ESP) em femininos.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Brasil de Marco Vasconcelos faz história dos Jogos Pan-Americanos 2015

Apesar de falhar o Ouro esta tarde/noite em Toronto nas duas finais que os atletas brasileiros disputaram em pares senhoras e pares homens, a selecção do Brasil comandada pelo técnico português Marco Vasconcelos fez história conquistando apenas numa edição duas medalhas de Prata e uma de Bronze. Nas 5 edições anteriores apenas por duas vezes os brasileiros tinham subido ao lugar mais baixo do pódio.
Já ontem o Brasil tinha garantido a medalha de Bronze em duplas mistas através de Alex Tjong/Vicente Lohaynny. Hoje na final de pares senhoras as irmãs Luana Vicente/Lohaynny , que tinham a nação brasileira a puxar por elas perderam diante das americanas Eva Lee/Paula Lynn Obanana por 2-0 (21-14/21-6). O mesmo aconteceu com a dupla masculina Hugo Arthuso/Daniel Paiola que perderam também para os americanos Phillip Chew/Sattawat Pongnairat por 2-0 (21-18/21-16).
Apesar das derrotas estas medalhas foram saboreadas por toda a equipa brasileira como se de Ouro se tratasse. Este é fruto do grande trabalho que o técnico português tem feito no Brasil, apoiado por uma grande equipa que começa nos seus dirigentes, médicos, fisioterapeutas, psicólogos...etc..etc. Os projectos com pés e cabeça trazem sempre as suas recompensas!


terça-feira, 14 de julho de 2015

Entrevista com... Joana Lopes conduzida pelo prof. Fernando Gouveia

Entrevista com...
Joana Lopes

Introdução - Joana Lopes, atleta da Associação Académica de Espinho, natural de Cascais nascida a 13-06-1997 e residente em Tires completou o 11º ano. Joana Lopes, na época desportiva de 2014 / 2015 ficou ordenado, no "Ranking Nacional / Sub-19", no 3ª lugar em Singulares Femininos, em 1º lugar nos Pares Femininos, com a sua colega Gabriela Pereira e no 9º lugar em Pares Mistos, com Bernardo Atilano (NGD).

Fernando Gouveia - Desde quando praticas e o que gostas mais no Badminton?
Joana Lopes - Comecei a jogar Badminton, porque o meu irmão também jogava, não era federado, apenas fazia alguns torneios de Desporto Escolar, fui assim ganhando o gosto pela modalidade que já pratico há cerca de 5 anos. Para além das competições e o jogo em si, dentro de campo, admiro bastante as amizade, que se formam neste desporto, gosto imenso do convívio durante os torneios e a forma como os atletas se apoiem entre si.
FG - O que é para ti, o Badminton?
JL - O Badminton começou para mim como um passa tempo, neste momento faz parte da minha rotina diária. Para além de ser mais do que um mero desporto para mim, é também uma forma de libertar energias e abstrair-me quando preciso.
FG - Consegues conciliar bem a escola e a actividade desportiva?
JL - Nem sempre é fácil conciliar, mas há que fazer esforços e saber gerir horários. A minha prioridade neste momento é a escola, não nos podemos basear no badminton e tentar fazer dele o nosso futuro, acho que é bastante difícil no nosso país, por mais que gostemos de o praticar. Como é óbvio, há dias em que não posso ir ao treino, porque preciso de estudar ou preparar trabalhos, mas claro, para que isso não aconteça muitas vezes não deixo o estudo acumular até ao último dia. Acho que é importante saber conciliar e ter horários de estudo, podemos fazer ambas as coisas ao mesmo tempo, se conseguirmos ser organizados.
FG - Como vês o teu futuro no Badminton?
JL - Tendo em conta o final da época passada e todas as divergências que ocorreram durante a mesma, espero que a próxima época corra muito melhor. Não acho que o Badminton seja o meu futuro, mas é algo que vou continuar a praticar e tentar sempre estar em contacto. Não prevejo um grande futuro nisto, por mais que goste de jogar vai haver uma altura em que vou ter, que o colocar de parte e dar prioridade a certas coisas. Como é óbvio, gostaria imenso de ser uma grande jogadora, e espero que isso venha a acontecer.
FG - Quando e porquê ingressas-te na AAE?
JL - Ingressei na Académica de Espinho, na época de 2014/15, por convite do dirigente, Dr. Augusto Ínsua Pereira. Já era familiarizada com o clube, pois na época passada jogava pares com uma atleta do mesmo. Por passarmos bastante tempo juntos e já ter uma boa relação, surgiu-me uma proposta de ir jogar pela AAE, que aceitei com todo o gosto e agradeço mais uma vez a ajuda que o clube me ofereceu.
FG - Desde quando praticas Badminton e em que clubes ?
JL - Comecei a jogar Badminton, em Sub-15 no Núcleo Sportinguista de Tires durante 2 anos. No meu primeiro ano de Sub-17 fui convidada para jogar pelo Colégio Amor de Deus, que representei durante um ano, apenas. No ano seguinte, formou-se o Clube Académico de Odivelas, que também me fez um convite para ingressar, no clube. Por fim, finalizei a época passada pela Académica de Espinho.
FG - Qual o teu grande sonho como atleta?
JL - Não vou dizer que o meu sonho é poder ir ao Jogos Olímpicos, pois tenho a noção que é bastante difícil. Posso dizer que adorava chegar ao nível de algumas jogadoras portuguesas, tentar fazer do badminton um desporto mais conhecido e disputar grandes torneios lá fora. Acho que o nível, mais nas senhoras, tem vindo a diminuir e gostava de fazer parte do grupo oposto.
FG - Sentes que é importante para a carreira, o bom relacionamento, com os treinadores?
JL - Acho que é essencial a relação entre treinador-atleta, não há ninguém que conheça tão bem e perceba realmente certos sentimentos como eles, que passaram pelo mesmo e sabem exactamente o que dizer e fazer por nós. No meu caso, sinto-me bastante agradecida aos meus treinadores e pessoas que trabalharam anteriormente comigo, por toda a dedicação, esforço e empenho, que tiveram comigo desde que jogo Badminton, por nunca me terem deixado desistir e terem acreditado, que podia sempre fazer mais e melhor, por me fazerem ver que vale a pena todo o sofrimento e que ”não consigo” não consta no nosso vocabulário. Por toda a ajuda que me deram e continuam a dar, por acreditarem em mim mais do que eu própria. Acho que para além de treinadores, tornam-se nossos amigos, dentro e fora de campo, em quem podemos confiar e desabafar quando precisamos, aconselham-nos e ajudam-nos a escolher, o que é melhor para nós. É preciso ter sempre um ombro amigo, porque nem sempre as coisas vão correr bem, e se há alguém que estará lá para nós são eles, com as palavras milagrosas, que nos vão fazer perceber que não é o fim do mundo ou que para a próxima corre melhor.
FG - Quem é Joana Lopes, como pessoa?
JL - Como pessoa sou uma rapariga humilde, trabalhadora e amiga, também pouco passiva e muito nervosa. Quando faço as coisas gosto, que sejam feitas como deve de ser.
FG – Sentes-te muito ansioso antes das competições? Tens algum ritual ou superstição?
JL - Sinto-me sempre bastante ansiosa antes das competições, muitas vezes nem vejo o calendário logo, porque sei que fico a remoer durante a semana toda, acabo por ver um ou dois dias antes, para além de que fico muito nervosa antes de cada jogo, independentemente das adversárias serem melhores ou piores do que eu. Acho que até é uma coisa boa, pois assim não nos sentimos demasiado á vontade e estarmos sempre com um pé atrás não faz mal nenhum, pois podemos ser sempre surpreendidas quando menos esperamos. Estarmos muito relaxadas não nos permite encarar o jogo como devemos, ás vezes um bom primeiro jogo numa primeira ronda faz diferença para o resto do torneio.
FG - E o que gostavas de ser em termos profissionais?
JL - Bem, ainda não sei ao certo, gostava de ser fisioterapeuta ou então nutricionista, são coisas de que sempre gostei e me mantêm ligadas ao desporto, ou então alguma coisa relacionada com a saúde.
FG - E porque escolheste o Badminton?
JL - Escolhi o Badminton, porque é um desporto muito mais difícil do que aparenta, toda a gente que fala em Badminton pensa, que é um desporto fácil de jogar, pois é praticado na escola e não têm completa noção do que realmente é. É um desporto com várias componentes, quer psicológica, táctica, física ou técnica, as quais necessitam de um grande trabalho diário e consistente, por isso quis sempre saber mais e conseguir fazê-lo, daí, a ser a minha escolha, e achar que é um desporto espectacular de se ver jogar e que muita gente não sabe o que perde.
FG - Quem é o teu treinador e onde treinas?
JL - Os meus treinadores são a Filipa Lamy e o Tim Willis, este ano tivemos também a colaboração do Professor José Nobre, que nos ajudou bastante esta época. Treino em dois sítios diferentes, segunda, quinta e sexta, no INATEL em Alvalade, terça e quarta treino na Escola Filipa de Lencastre no Campo Pequeno.
FG - Se o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa e Benfica criassem secções de Badminton, qual gostarias de representar?
JL - Se fosse pela parte afectiva escolheria o Sporting Clube de Portugal, mas provavelmente escolheria o clube que me desse melhores condições.
FG – Qual a componente técnica, que mais gostas de treinar no Badminton?
JL - Gosto de treinar físico, fazer zonas, sequências e multi-volantes, não gosto de estar parada nos treinos.
FG - Quais os momentos de competição que consideras como inesquecíveis?
JL - O momento mais inesquecível de todos foi mesmo o Europeu, qualquer atleta gostaria de ir representar o país a um torneio desta dimensão. É um orgulho imenso, o pico da época de qualquer jogador. O espírito de equipa, o apoio, os nervos pela pessoa que estava em campo. Saber que tínhamos que dar o nosso melhor e mesmo quando corria pior não podíamos baixar os braços e tínhamos que ir á luta, pois estávamos a jogar em equipa e precisávamos todos uns dos outros num só. O nosso grito antes de começar os jogos, e quanto nos juntamos naquela semana e fomos, uma verdadeira equipa, foi incrível. Outro torneio que me marcou imenso foi no meu primeiro ano de Sub-17, em que durante o ano, a época tinha-me corrido mal e cheguei ao campeonato nacional e consegui ser Campeã Nacional de Pares Senhora e Vice-Campeã, em Singulares.
FG - O que achas da relação entre os atletas da AAE e com os de outros clubes?
JL - Acho que a Académica em si, é um clube bastante querido e mantemos todos uma grande ligação. Em relação aos outros clubes, penso que nos damos bem com todos em geral, uns melhores do que outros como é normal.
FG - O que consideras fundamental para o desenvolvimento do Badminton em Portugal?
JL - O principal é o pouco desenvolvimento que temos e a pouca ajuda por ser um desporto que não é muito conhecido. Deveria haver, um trabalho mais acentuado, em termos de estágios e torneios lá fora, pois é isso que nos faz crescer como jogadores, pois temos a possibilidade de treinar e jogar com pessoas melhores do que nós já que a nível nacional é muito comum jogarmos sempre com os mesmos atletas e torna-se um bocado “previsível” e “cansativo” este tipo de competição. Acho que o nosso país não aposta muito e ainda há muita gente, que desconhece este desporto, enquanto em vários país, o Badminton é um dos desportos mais conhecidos e mais vistos em televisão, e claro que esses país são os mais desenvolvidos, na modalidade e que apresentam melhores jogadores.
FG - Como recebeste a notícia que irias participar no Campeonato Europeu de Sub-19 na Polónia?
JL - Foi o dirigente do meu clube que me avisou, que iria poder participar no Campeonato Europeu na Polónia, e como qualquer atleta neste lugar se sentiria sortudo e orgulhoso de poder representar, o nosso país num torneio destes, num dos torneios mais esperados do ano, onde alguns dos atletas convocados andaram a tentar o apuramento. Infelizmente poderia ter recebido a notícia de melhor forma se não estivesse estado lesionada nessa altura, o que não me possibilitou de treinar o que queria e poder chegar ao Campeonato Europeu e ter a certeza que iria dar o meu melhor, o que não me impediu de fazer o melhor que sabia no momento, ainda para mais por ter sido seleccionada, para jogar a prova de singulares
FG - Qual foi momento que mais te marcou durante a tua estadia em / Polónia e qual foi a sensação de envergares, o equipamento da Selecção Nacional?
JL - Acho que não há só um momento que me tenha marcado mais durante o torneio todo, em geral todos os momentos foram uma novidade para mim e isso fez com que fossem sentidos de uma forma diferente e marcante. Uma das melhores partes foi a relação que estabelecemos entre todos, principalmente com o treinador, ninguém desistia de ninguém, puxávamos por todos até ao último ponto. Ter jogado singulares foi também marcante para mim, pois não estava a espera dessa escolha o que me fez sentir que ainda tinha mais obrigação de dar o meu melhor pois estavam a apostar bastante em mim. Vestir o equipamento da Selecção Nacional foi um orgulho, acho que qualquer atleta gostaria de ter essa sorte durante a sua carreira de não seniores, pois não se compara minimamente a qualquer torneio que possamos ter feito noutro país, era o torneio, a dimensão do pavilhão, a boa organização só me fazia perceber o quanto este torneio era importante e que teria que tirar partido ao máximo.
FG - Quais os objectivos para a época de 2015 / 2016?
JL - Os meus objectivos, para a próxima época são conseguir voltar a ser Campeã Nacional de Pares Senhoras, Pares Mistos e tentar disputar a final de Singulares.
FG - Quais foram as principais competições que já disputaste? E quais as de maior sucesso?
JL - Para além do Campeonato Europeu, não participei em muitos mais torneios noutros países, fui com a Selecção Nacional dois anos consecutivos ao torneio de Espanha, que no geral correram bem para o esperado, e tive a oportunidade com a ajuda do clube de ir ao torneio de Itália, antes do Campeonato Europeu, em que senti que o nível já era mais forte, do que os torneios que participei anteriormente e que correu bem dentro dos possíveis. Participei também nos Internacionais de Portugal, nos últimos dois anos a representar a Selecção Nacional, onde tivemos a oportunidade de estagiar com atletas de outros países, nomeadamente Espanha, Bélgica e Irlanda.
FG - O que mais te impressionou nas competições em que participaste, no estrangeiro?
JL - O nível dos outros atletas, podemos ver que para eles o Badminton é muito mais vivido e mais trabalhado do que no nosso país. A forma como eles aquecem para cada jogo, os alongamentos e a concentração continua que transpareciam, a garra em cada ponto e a forma como liam o jogo, não se compara á competição portuguesa, que por vezes peca, nestas coisas mais básicas.
FG - Quando começaste a treinar imaginaste que eventualmente terias o potencial que tens vindo a demonstrar?
JL - Não. Quando comecei a treinar foi porque gostava e não me queria ficar apenas pelo desporto escolar, queria ir aos nacionais e conseguir passar uma ronda, eram os meus primeiros objetivos, nos primeiros anos, não acontecia com muita frequência, mais nos pares do que nos singulares. Ao longo dos anos, fui começando a ganhar mais do que um jogo, até que nunca me imaginei a conseguir ganhar um torneio. Eu sempre gostei de treinar e acho que o esforço ao longos dos anos foi dando resultados engraçados.
FG - O que mais gostas de ler, no blog Linhas & Finas/+ Badminton?
JL - Gosto de ler as entrevistas sobre os outros atletas e treinadores e gosto também da forma como o blogue segue o Badminton e publicas todas as novidades.

Pedro Martins e Telma Santos a caminho da Nigéria.

Pedro Martins e Telma Santos a caminho da Nigéria. Os dois atletas portugueses vão começar a sua luta por um lugar nos Jogos Olímpicos do Rio'2016 (2ª participação consecutiva) precisamente nos 2ºs Internacionais de Lagos, competição International Challenge que irá decorrer no Mobolagi Johnson Sports Hall de 15 a 18 de Julho.
Os dois atletas portugueses estão garantidos no quadro principal, numa prova que não será fácil quer para Pedro Martins quer para Telma Santos. Pedro Martins e Telma Santos apenas entram em competição na sexta-feira. O algarvio já conhece o seu primeiro adversário que será o nigeriano Enejoh Abah, enquanto que Telma Santos espera por uma atletas vinda das qualificações. A mais cotada é no entanto a nigeriana Ruth Alynugba, 561º do ranking mundial.
No sector masculino o principal favorito é o 1º cabeça de serie, B. Sai Pranneeth da India que ocupa actualmente a 34º posição da tabela mundial. Mas estão ainda presentes o israelita Misha Zilberman (51º), o austríaco Luka Wraber (60º), Milan Dzioolko da Republica Checa (66º) ou mesmo o belga Yuhan Tan (76º). Em senhoras a penichense Telma Santos vai contar com a posição da alemã Karin Schnaase nº 28 do Mundo e 1º cabeça de serie e ainda as suíças Sabrine Jaquet (40ª) e Jeanine Cicognini (62ª) ou a turca Neslihan Yigit (51ª) e a irlandesa Chloe Magee (42ª).
Por tudo isto espera-se uma competição complicada para os dois atletas portugueses, que no entanto irão também aferir o seu estado de forma actual, agora que estamos a dez meses de encerrar o apuramento para os Jogos Olímpicos de 2016. Para Telma Santos é também o regresso à competição depois de longos meses a recuperar de duas pequenas cirurgias a que o seu joelho foi sujeito. 
Aqui deixamos o sorteio da prova nigeriana .

sexta-feira, 10 de julho de 2015

IXº Torneio Luso - Espanhol foi o maior de sempre

Realizou-se no passado fim de semana de 4 e 5 de Julho na cidade de Évora o IXº Torneio Luso Espanhol, organizado pelo Badminton Clube de Évora. A edição deste ano reuniu mais de 3 centenas e meia de atletas em representação de 32 clubes oriundo de Portugal continental, da Região Autónoma da Madeira e também da vizinha Espanha. Um dos melhores clubes de Espanha da actualidade, Recreativo IES La Orden, onde jogam por exemplo, a  campeã do Mundo Carolina Marin ou Pablo Abian, um dos melhores do Mundo e recente vencedor dos 1ºs Jogos Europeus (Baku,2015), já marca presença em Évora por várias edições consecutivas e foram deste clubes os vencedores em Absolutos, singulares homens através de Pablo Dominguez, actual 22º do ranking de Espanha que venceu na final o português Daniel Mendes (CAO e Haidee Ojeda em singulares senhoras, atleta que é nº dois no pais vizinho em pares senhoras, que venceu a madeirense Luísa Faria (ADP). O clube espanhol venceu ainda o "Troféu António Carmelo" que premeia a melhor equipa do torneio. Individualmente o "Troféu Prof. Jorge Pombo" que premeia a melhor atleta foi atribuído a Mariana Leite da CHELagoense. Nesta maratona de 550 jogos em 40 horas de competição, destacam-se os atletas espanhóis que venceram as todas as provas em absolutos, com excepção dos pares senhoras, com vitória das portuguesas Daniela Conceição (CHEL)/Verónica Amador (NST). Um destaque ainda para as veteranas e antigas campeãs nacionais Maria José Gomes/Zamy Gomes, que de 1988 a 1993 dominaram o panorama do badminton português em pares senhoras. Uma dupla alentejana que depois do 2º lugar em 2014, venceu nesta edição em pares e Maria José Gomes em singulares. 
No final da IXª Edição do Luso-Espanhol, Henrique Sim-Sim, Presidente da Direcção do Clube de Badminton de Évora fez um balanço positivo da iniciativa referindo que “ - o Torneio Luso-Espanhol é cada vez mais uma prova incontornável no panorama ibérico. Temos atletas e clubes que com antecedência de meio ano  nos telefonam a perguntar detalhes; clubes e atletas que fazem muitas horas de viagem para estar connosco, como sejam os que se deslocaram desde Vigo; e temos clubes e atletas que vêm das regiões insulares para participar. Por outro lado, verificamos que cada vez o nível competitivo é maior e mais equilibrado. Não tivemos as grandes estrelas do badminton nacional, mas o nível competitivo foi muito fantástico! Excelentes jogos, excelente ambiente, nomeadamente na final onde os atletas jogaram perante centenas de portugueses e espanhóis, cada qual a puxar pelas suas cores nacionais. Foi arrepiante!”.



Fonte e Fotos: CBE