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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Urgente a Reorganização do Desporto Nacional - Por Fernando Gouveia

Urgente a Reorganização do Desporto Nacional
Aproximam-se os Jogos Olímpicos / 2012 e como sempre cada país pretende a melhor participação, demonstrando qualidade ou não do que nos antecedentes quatro anos desenvolveram internamente o seu desporto, pelo que os respectivamente Comités Olímpicos estabelecem objectivos.
Nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, o Comité Olímpico de Portugal pretendia uma mais elevada prestação, mas a participação nacional ficou longe desse desejo, situação que provocou, um alerta para a necessidade de se reorganizar convenientemente o desporto nacional, mas só quando o poder político trabalhar seriamente e com objectivos bem definidos, o país desportivo poderá ser conduzido para outra realidade e sem elevados custos adicionais, pelo que será necessário habilidade, para com pouco se produzir muito.
A população portuguesa não tem vocação para a prática desportiva, calculada em apenas 5% o que é francamente muito pouco, mas sim estamos bem mais sensibilizados, para a “futeboleira”, onde cada vez mais a comunicação social nos conduz para uma “Ditadura Futebolística”.
O Secretário de Estado Alexandre Mestre, está já a demonstrar uma tendência virada para o futebol, o que num país democrático não deveria acontecer, pelo que entraremos novamente num menosprezo para com outras modalidades com elevada prestações mundiais, que têm muitos adeptos em Portugal, sendo perfeitamente natural que se pretenda competência, muita cultura e mentalidade desportiva, dos nossos governantes.
Poderemos referir a importância das medalhas olímpicas, para os países, que com uma população inferior à de Portugal 10,4 milhões e duas medalhas, mas que tiveram uma actuação em Pequim bem melhor, a Dinamarca 5,4 milhões e 7 medalhas, Suíça 7,3 milhões e 6 medalhas, Geórgia 4,3 milhões e 6 medalhas, Suécia 8,9 milhões e 5 medalhas e a Noruega 4,4 milhões e 10 medalhas, mas são países com forte vocação para a prática desportiva, com governos que criam condições para que a sua população juvenil tenha uma educação desportiva suficientemente bem trabalhada.
Para concluir e como observação, antes da revolução de 25 de Abril, todas as povoações do país tinham uma igreja e um campo de futebol, 37 anos depois, continuamos com as mesmas igrejas, com muitos mais campos de futebol, mas as mentalidades são as mesmas …

Fernando Gouveia

1 comentário:

Anónimo disse...

Mais um artigo que o Prf. Gouveia debate há algum tempo e não deixa de ter a sua razão. Mudar a mentalidade política do nosso país não é fácil e não se prevê que nos próximos tempos possa vir a mudar. A crise chega a todo o lado e então ao Badminton…
Este trabalho terá de ser efectuado pela nossa Federação, ajudando as Associações Regionais que por si ajudariam os Clubes, trabalhando em conjunto com a apresentação de vários eventos e provas, vindo assim melhorar a imagem desta modalidade que tantos atletas movimentam.
É triste viver num país que realmente o futebol lidera e movimenta milhões de euros durante uma época inteira e o Zé-povinho ainda corre o país e estrangeiro atrás do seu Clube pagando algumas dezenas de euros só para verem 90 minutos de espectáculo.
No meu como em muitos Clubes, as despesas são muitas e as receitas quase nulas, mas mesmo assim vamos marcando presença nos torneios graças á carolice de muitos dirigentes, pais e amigos do Badminton.
A comunicação social também tem uma responsabilidade muito grande no desenvolvimento da modalidade, muitas vezes são convidados a estarem presentes para redigirem apenas uma pequena noticia no seu jornal mas mesmo assim nadam fazem e dificilmente aparecem.
Enfim é o que temos e vamos vivendo assim enquanto uns trabalham outros descansam á sombra da bananeira por isso é que o Badminton está como está e vai piorar de certeza.
Uma palavra para o Prf.Gouveia:
Um dia será reconhecido sobre os seus pensamentos.

Carlos Pardilhó
CDF