Opinião de Ricardo Fernandes – Treinador do Aalborg – Dinamarca, o Ricardo Fernandes dispensa qualquer apresentação é do conhecimento de todos a marca pessoal de excelência que ele têm deixado no Badminton Português, é alguém que têm uma larga experiência da modalidade em Portugal como jogador e como treinador, e que neste momento se encontra a trabalhar e a desenvolver o seu conhecimento no Badminton Dinamarquês. Talvez até pela distância, possa ter neste momento uma visão ainda mais clara sobre a realidade do Badminton em Portugal, desde já o meu obrigado pela sua colaboração e um desejo de boa sorte na sua experiência por terras Dinamarquesas, onde se encontra o melhor Badminton do Velho Continente.No Badminton não somos muitos em Portugal, mas, na minha opinião temos pessoas com capacidades, com conhecimentos, experiência e formação para que a FPB possa através desses elementos elaborar uma estratégia correcta e com um rumo bem definido em termos de médio e especialmente longo prazo. O problema é que por vezes existe uma certa incompatibilidade entre esses mesmos elementos e a FPB o que provoca um grande distanciamento entre as partes. Há realmente pessoas dentro da nossa modalidade e com provas dadas que podem ajudar a FPB a definir uma estratégia com os olhos postos no futuro. Admito que se possa recorrer a ajudas exteriores, como por exemplo, a uma empresa especializada, mas, o grande problema é que custará caro e por outro lado serão pessoas que provavelmente não têm qualquer conhecimento sobre a modalidade! O que é preciso e fundamental é vontade e bom senso para que trabalhemos em prol da modalidade e não em por interesses próprios, isto porque, nada é eterno! "As pessoas passam mas a modalidade e as instituições ficam". Não existe soluções milagrosas, para que a modalidade possa ter um bom futuro, há que melhorar a estrutura base do Badminton português, isto é, uma melhor ligação ao desporto escolar, mais e melhor formação para os treinadores, a existência de um elemento na FPB que tenha a função de articular a promoção e divulgação da modalidade em todo o país e ao mesmo tempo que seja o tal elemento que faça a ligação entre a FPB e as escolas. Melhoria dos apoios aos clubes/associações não só em termos financeiros e materiais mas também técnicos. É fundamental prestar uma maior atenção aos escalões de formação (mais jovens), porque eles são o futuro da modalidade e há que apostar nessa vertente. Para finalizar, é muito importante que também se procure estabelecer contactos e protocolos com os órgãos de comunicação social, há que ser persistente, há que tentar os persuadir e ou influenciá-los no sentido de fazer com que o Badminton seja mais falado e dado a conhecer aos portugueses, fazer com que apareça mais nos jornais, rádio ou mesmo televisão. Naturalmente, que existem outros importantes aspectos que ficaram por abordar, mas, no entanto fica aqui a minha opinião e ou contributo em relação a alguns desses aspectos que poderão ser importantes para o desenvolvimento e futuro da modalidade em Portugal.
Nada mais tenho a acrescentar, gostaria apenas de chamar a atenção para o seguinte:
“O que é preciso e fundamental é vontade e bom senso para que trabalhemos em prol da modalidade e não em por interesses próprios, isto porque, nada é eterno! "As pessoas passam mas a modalidade e as instituições ficam".
É realmente uma lástima que este sábio conselho não seja seguido por que têm a responsabilidade de dirigir os destinos do Badminton em Portugal…
Luís Neves
NOTA: Quando este artigo foi escrito Ricardo Fernandes estava de facto na Dinamarca como treinador do Aalborg. Actualmente e depois de terminar o "Curso de Treinador de Badminton Nível III", o Ricardo já se encontra em Portugal.

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