
Li com algum interesse e satisfação os artigos de Opinião, escritos pelo Prof. Gouveia e pelo Sr. Luís Neves acerca da criação de Zonas no sentido de dar uma maior dinâmica competitiva a preços mais económicos à nossa modalidade (ler em
http://fernando-gouveia.blogspot.com/). Esta é também uma ideia já há algum tempo defendida pelo José Bento, bem explicita no seu comentário aos artigos publicados. Também eu, defendo a criação de zonas e de um novo modelo de competição. Estamos em tempo de crise, o dinheiro infelizmente não cai dos céus, por isso é necessário uma adaptação à realidade nacional. Não podemos continuar a ter torneios em fins de semana com a realização de 500 jogos, e a deslocar dezenas de atletas a custos elevadíssimos para os clubes sem dinheiro, para provas nacionais (por vezes são mais de 500 km + alimentação + dormida). A quantidade nunca foi sinónimo de qualidade! A criação de zonas onde as associações, escolas (DE) e clubes sejam agregados, com a realização de torneios a custos menos elevados, para apuramento de atletas para torneios nacionais, será a meu ver uma solução a equacionar pelos responsáveis da nossa modalidade. Participação de mais atletas em torneios zonais , e qualidade competitiva e de organização em torneios do Circuito Nacional, dariam uma maior credibilidade e visibilidade à modalidade.
Existem associações inactivas (ABDSantarém e ABRAlentejo) ou só com 1 clube inscrito(ABCoimbra e ABAlgarve) e ainda sobreposição de associações por regiões (ADFaro Vs ABAlgarve e ABDLisboaSetubal Vs ABCostaAzul). A criação de zonas pode, em meu entender colmatar algumas destas situações. Aqui fica o mapa idealizado com a divisão das 6 regiões.

3 comentários:
Boa tarde
Desde ja quero endereçar os meus parabens pelo o seu Blog o qual (entre outros) leio com muita atenção e prazer, e sem os quais o nosso badminton ficaria sem duvida muito mais pobre.
Em relação ao seu comentario ao artigo de opinião que escrevi no Blog do Professor Gouveia quero dizer-lhe que, eu simplesmente sou alguem que começou a praticar badminton a meia dúzia de anos e que se apaixonou pela modalidade. Em relação a criação das zonas o meu artigo vai na direcção de tentar agitar consciencias mas sera de todo ineficaz se não for um movimento amplo no seio do badminton, e na minha opinião só pode
ter efeito se liderado por pessoas de referencia, como sera sem dúvida o seu caso, o Professor Gouveia, o Sr Jose Bento e outros, e através dessa liderança englobar todos os praticantes "anónimos", como eu no sentido
de pressionar a FPB a tomar uma posição sobre o caso. Até porque na minha opinião quanto mais tarde se fizer a restruturação do quadro competitivo, mais praticantes deixam a modalidade.Como você deve saber o Professor Gouveia preocupa-se essencialmente
com a formação, a qual sem duvida nenhuma é o futuro da modalidade,mas na minha opinião os Séniores (mesmo os D e os Veteranos) são tambem igualmente importantes no desenvolvimento do badminton, ja que é através deles que muitos jovens e crianças são levadas para a pratica do badminton.
É com enorme ansiedade que eu aguardo por iniciativas que nos levem no sentido de aumentar o numero de praticantes.
Com um Abraço e ficando a seu dispor
Luis Neves
O Sr. Luis Neves é um entusiasta e apaixonado pela modalidade desde a alguns anos. Tal como muitos tem-se vindo a aperceber dos problemas que a nossa modalidade enfrente, por isso se preocupa e escreve/transmite a sua opinião.
Infelizmente não são muitas as pessoas que como o Luis Neves falam abertamente e sem receios da modalidade que decididos abraçar.
Obrigado por transmitir a todos a sua opinião.
Um abraço
João Boto
É preciso não esquecer que a incapacidade de nos associarmos em prol de algo comum não é um problema do badminton, mas sim uma incapacidade que é transversal à sociedade Portuguesa e nesse sentido, talvez o melhor caminho não seja o de tentarencontrar soluções individuais mas sim consensos alargados, pois é preciso não esquecer
que cada um de nós tem uma perspectiva própria de ver a questão em função das suas necessidades, ansiedades, problemas, etc. E também é preciso vincar que todos tem direito à sua opinião perfeitamente legitima por muito que seja diferente da nossa.
Quanto às associações, sejam elas ou Clubes, as Associações Regionais e outras e mesmo a FPB não passam de meros instrumentos ao serviço de quem realmente interessa que são as pessoas, pessoas essas que se unem em função de interesses comuns que no nosso caso é a pratica e divulgação do Badminton.
Perante isto o que realmente interessa na minha opinião é ouvir as pessoas, para posteriormente se conseguir chegar a consensos alargados, pois como eu digo no meu artigo é necessário que haja DINHEIRO e VONTADE. Quanto ao dinheiro ele nunca vai ser suficiente logo a única coisa que pode contrabalançar esse défice de dinheiro é mesmo a vontade, ela move montanhas. Talvez seja possível criarmos um grupo de pessoas o mais lato possível, com o intuito de iniciar um movimento para tentar que todos dessem as suas opiniões, pois opiniões isoladas de que o badminton não esta bem são recorrentes mas não passam disso mesmo, opiniões isoladas.
Espero que esta minha divagação sirva para reler novamente o meu artigo, mais sobre a perspectiva de quem o escreveu.
Abraço
Luis Neves
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