
CARTA ABERTA
No seguimento da nota “esclarecimento” emitido no dia de ontem pela Direcção FPB no seu site e no ofício circular enviada aos Clubes, e perante os factos tornados públicos por alguns blogs sobre proibição de venda de material desportivo dentro do Pavilhão Desportivo do JAC onde se realizou a 1ª Jornada do Circuito Nacional Sénior, organizado por esta Federação, venho por este meio informar que nem tudo contido no referido documento, condiz com a verdade dos factos.
Como até agora nunca me manifestei publicamente, porque entendi não ser a maneira mais correcta de tratar assuntos de qualquer índole, não posso deixar passar esta situação em qual vejo envolvido o meu nome, o meu trabalho, o meu profissionalismo e até mesmo a minha conduta moral, sabendo à partida que poderei vir a ser alvo de retaliações. Face a isto, entendo ter o direito de resposta, que assiste a qualquer cidadão, num País que se diz Democrático.
Perante isto, por tudo o que até agora foi escrito nos blogs e pela petição pública que decorre na internet a meu favor, passo a informar:
· Antes de mais, quero deixar público os meus sinceros agradecimentos a todos que se solidarizaram com o seu apoio, subscrevendo esta petição.
· Quero também agradecer publicamente ao autor da mesma, já que o não posso fazer pessoalmente, por desconhecimento do mesmo e que muito me sensibilizou.
· No que respeita ao
ponto 1, o contrato assinado pela FPB e a empresa TriSport Ibérica, L.da, na altura importador oficial da marca Yonex, com início em 1 de Setembro do ano transacto e duração de 5 anos, provem de uma reunião realizada na sede da FPB, a meu pedido, entre mim e 3 membros da referida Direcção, em nome da Yonex Portugal, decorria o início da época 2006 / 2007. Foi por mim apresentado as linhas que a marca, através do seu legítimo representante na altura, tinha delineado. Saiu desse encontro o acordo de este apresentar um projecto de intenções, para um possível futuro acordo com a marca. Depois de devidamente autorizado, eu mesmo fiz chegar à FPB, até final de 2006, tal projecto de intenções. A partir desta altura, nunca mais tive qualquer interferência no desfecho final do referido contrato, até que se passaram quase 2 anos entre esta situação e a assinatura do mesmo. Tudo que nele foi oposto por parte de elementos da Federação, foi directamente feito entre a FPB e a Yonex Portugal/TriSport Ibérica, L.da e não com a minha pessoa. Pois desconheço ainda hoje qual o seu conteúdo final, bem como só vim a saber este tinha sido assinado por ambas as partes, bem mais tarde da data da sua efectivação. Tal afirmação contida neste ponto, de que foram elementos da FPB e José Manuel Almeida que elaboraram este contrato, são falsas.
· No
ponto 2, são me atribuídas palavras e intenções que por mim nunca foram proferidas ou invocadas e não correspondem à verdade. Deixo aqui o repto ao autor deste esclarecimento, de provar tal facto. E digo provar, já que o único caso ocorrido de que eu tenho conhecimento, ocorreu realmente num Torneio no Algarve, mas no qual eu não estive presente, por motivos de doença. Portanto, nunca poderia invocar tal facto que me está a ser imputado. Recebi apenas um telefonema de um Director a informar o que se estava a passar e a perguntar qual a minha opinião sobre o que estaria escrito ou vinculado no contrato final assinado. Nunca mandei tirar ninguém de qualquer Instalação Desportiva, já que quem tinha o dever e incumbência de fiscalizar estas possíveis situações, era e é, a FPB. Aliás, expressei muitas vezes ao Sr. Eng. Joaquim Gonçalves, Director da FPB, que nunca iria participar tais situações, já que não eram do foro da minha competência. Eu estava lá para trabalhar e não para policiar.
· O
ponto 3 não me habilita a comentar factos ou intenções que não me dizem respeito. Só à FPB cabe honrar e zelar pelos seus contratos e acordos. O mesmo é frisado pela FPB no
ponto 4, sobre um assunto que a ela não lhe diz respeito.
· Quanto ao
ponto 5, nos finais de Agosto do corrente ano, desloquei-me às Caldas da Rainha, para uma reunião com a Direcção da FPB a meu pedido, a fim de discutir assuntos de interesse comum a ambas as partes. Nessa reunião dei conta do meu interesse (JMA-BadmintonSport) em negociar com FPB a minha presença nos Torneios de Badminton, como até aqui vinha acontecendo e não só a questão de apenas garantir os encordoamentos. Foi-me dito pelos Directores presentes que apenas haveria a possibilidade de vir a estar presente, apenas para encordoar. Claro que, foram afloradas várias questões entre as quais, a perda dos direitos de importação da marca pela empresa TriSport, que até ao momento, sustentavam este contrato. Logo o contrato deixaria de ter qualquer sentido, já que a empresa deixou de representar oficialmente a Yonex e os interesses que geraram este contrato foi a marca e não a empresa. Foi também por mim expresso, a incompatibilidade de me fazer deslocar por todo o País, apenas para encordoar, já que as despesas inerentes são muito mais avultadas do que o possível lucro a retirar.
Face a esta situação, foi-me pedido para apresentar a minha proposta, a qual foi feita por e-mail no passado dia 15 de Setembro, diz respeito ao
ponto 6 e para conhecimento de todos, aqui fica o seu conteúdo :
http://sites.google.com/site/badmintonsempre/proposta-parceria-fpb_jma-badmintonsportLamentavelmente e até ao dia de hoje, a FPB não me fez chegar qualquer resposta à minha petição anexa, tendo eu sabido da tal proibição, por terceiros e apenas a 2 dias deste Torneio. Tentando esclarecer esta situação, dirigi um telefone ao responsável do Pavilhão, Santiago do Cacém, sobre se haveria algum missiva da FPB a proibir a minha entrada. Foi-me dito que não e que até já tinha também um lugar destinado para mim, no entanto iria de imediato averiguar. Cerca de 1 hora depois, recebi uma chamada deste responsável a dar conta dessa proibição e que o que existia acordado entre mim e a Secção do JAC ficaria sem efeito, já que fora ameaçado de não receber o subsídio correspondente à cedência do pavilhão e montagem das infra-estruturas para que se realizasse este evento. Teria apenas de me cingir a estar a encordoar dentro do pavilhão e ter o material na rua caso eu quisesse.
Mais, fiz questão de telefonar ao Sr. Eng. Joaquim Gonçalves, Director da FPB, a informar que nunca iria, nem irei contra qualquer directoria que pusesse ou ponha em causa o bom funcionamento das instituições envolvidas e sabia perfeitamente qual era o meu lugar dentro da modalidade.
Mais me desgosta ainda, é que na data da referida reunião na FPB, a Direcção sabia que passos iriam dar nesta situação e não foi capaz de colocar as “cartas” em cima da mesa. E digo isto porquê?
Porque, dias depois, a Direcção da FPB recebeu a referida empresa para renegociar o referido contrato e não soube acautelar a proposta por mim apresentada de interesse também para a modalidade.
Será que o meu contributo e dedicação à modalidade não interessam à FPB?
Será que eu mereço tratado desta maneira?
Será que a conduta desta empresa passou a merecer toda a credibilidade da FPB de um dia para o outro?
Deixo os analistas da modalidade e a todos os interessados, julgarem da forma como entenderem.
Talvez um dia deste, a FPB entenda que a concorrência salutar de produtos de Badminton, não só faz com os preços sejam justos, como só beneficiam todos que praticam a modalidade!
Fica também aqui por mim declarado, não voltarei a falar publicamente sobre este assunto e que não irei alimentar qualquer discussão futura, a não ser por convite da FPB e apenas no foro particular entre ambos.
Com amizade,
José Manuel Almeida