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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Badminton, segundo Vânia Leça - Entrevista de Vânia Leça à revista Frontal!

Vânia Leça é estudante do 4º ano, na FCM-NOVA. Praticante de badminton já de longa data, é este ano nomeada à atleta do ano, pela Federação Académica do Desporto Universitário. É com muito orgulho que vos apresento a seguinte entrevista – uma janela para o mundo do badminton e para o mundo da nossa estimada colega.

1-O que é que praticas e em que é que consiste?

Sou praticante de Badminton, um desporto de raquete, e que ao contrário do que a maioria julga, exige muito quer a nível físico quer a nível técnico. É um desporto indoor, utiliza um campo próprio para o efeito, sendo jogado com um volante e em que existem as variantes de Singulares, Pares e Pares Mistos. O objetivo do jogo é fazer o volante tocar no campo adversário, fazendo-o passar por cima da rede, respeitando as regras e evitando que o mesmo caia no próprio campo.
Um encontro de Badminton é constituído por SETS que se disputam até um dos jogadores/par atingir 21 pontos. Para que o SET termine é preciso que uma das equipas tenha uma vantagem de dois pontos. (Exº 23-21). Para se sagrar vencedor o jogador ou o par deverá vencer 2 Sets.
 

2-Quando é que começaste a praticar? O que é que te motivou para isso?

Comecei a praticar Badminton em 1993, antes disso fui federada durante 2 anos em Andebol, mas entretanto terminou esse desporto no meu clube. Elementos da minha família convidaram-me a experimentar o Badminton, eu fui porque gostava muito de desporto, gostei e continuei até hoje.

3-Os treinos ocupam muito tempo? Consegues conciliar o estudo e os treinos?

A nível de Alta Competição, estar em forma no Badminton exige muito tempo, sim. São necessários treinos técnicos diários (cerca de 2h cada) e por vezes bi-diários, e para além disso fazer o trabalho de casa, nomeadamente toda a parte de treino físico – corrida, pliometria, força, entre outros.
Quanto a conciliar tudo, obviamente que não é tarefa fácil e é sempre necessário abdicar de muitas coisas que fazem parte do dia-a-dia de um estudante universitário. Para mim nunca foi um “abdicar” visto de forma negativa, mas sim a procura de concretizar sonhos e objetivos. Acima de tudo, conseguir conciliar tudo fez-me crescer muito e ganhar uma enorme capacidade de organização e rentabilização de tempo.

4-Quais são as principais competições nas quais participaste?

Felizmente ao longo destes fantásticos 20 anos, fui conseguindo, degrau a degrau, alcançar várias metas a que me propus. Tive a possibilidade de competir em vários Campeonatos da Europa e do Mundo ao serviço da Seleção Nacional, bem como Taças dos Clubes Campeões Europeus, o que me foi dando a possibilidade de viajar um pouco por toda a Europa e não só, contactando assim com novas culturas. Por outro lado e infelizmente, ficou a faltar no meu currículo uma tentativa de qualificação para uns Jogos Olímpicos.
Pela primeira vez no ano passado, tive a honra de representar a nossa Faculdade e Universidade nas provas nacionais, sendo que ao conquistar o 1º lugar me deu acesso direto à participação no Campeonato da Europa de Universitários, o qual se realizou em Maio de 2013.
 

5-Que perspectivas tens para o futuro? Tens definido novos objetivos?

No que diz respeito à minha vida desportiva atual, optei por fazer uma pausa neste momento, essencialmente a nível competitivo. Muita coisa tem vindo a ser adiada na minha vida académica ao longo dos últimos anos, sobretudo por questões pessoais, e portanto chegou a altura de estabelecer a Medicina e a minha família como as prioridades. Continuo a fazer desporto, sim – não passo sem ele! – mas pura e simplesmente por prazer e lazer, o que me permite ganhar outro tempo que não tinha para os meus novos objetivos.
Toda a minha vida, desde que tenho a noção da minha existência, quis ser Médica e é este o momento de apostar nesse objetivo, após ter já realizado tantos outros, a nível desportivo. Felizmente a nível pessoal, sou uma pessoa totalmente realizada, o que me permite sonhar ainda mais alto. Assim hajam asas para esses sonhos!

6-Tens alguma mensagem a transmitir aos teus colegas interessados em praticar a tua modalidade? (palavras de motivação, dicas para principiantes, locais de treino).

Esta é uma boa altura para responder a esta questão. Isto porque é possível que em breve haja um Núcleo de Badminton da Universidade Nova, e penso que qualquer aluno interessado poderá experimentar este Desporto fantástico, que faz parte da minha vida há 20 anos. E de certeza absoluta que irão poder constatar que o Badminton afinal não é só uma “brincadeira para meninas”!
 

7-Qual é que seria a importância de um estatuto de atleta-estudante?

Para os atletas que fazem do desporto a sua paixão, e que o vivem com a mesma intensidade que a Medicina, que representam o nosso País como eu já o fiz tantas vezes, ou a nossa Faculdade, penso que é importante haver uma valorização nesse sentido. Não é fácil conjugar tudo, como já referi previamente, e o desporto é um bem precioso para a nossa saúde. Que melhor exemplo podemos nós dar, futuros Médicos, do que nós próprios sermos praticantes?
O estatuto de atleta-estudante, mediante as suas regras, irá permitir aos estudantes ter mais alguma facilidade em conjugar tudo o que fazem. Contudo, também defendo que é necessário haver algum controlo por parte da Faculdade, de modo a que esse estatuto seja devidamente atribuído.

8-De que forma é que o badminton contribuiu para o teu desenvolvimento pessoal? Quais das  capacidades adquiridas é que podem ajudar a seres uma melhor médica no futuro?

Excelente questão! Não só o Badminton, como qualquer desporto, enriquece-nos. Para mim pessoalmente, foi uma escola de vida. Não cresci apenas como atleta, mas principalmente como pessoa.
Aprendemos a lidar com a frustração, pois se hoje ganhas, amanhã perdes, e há que dar a volta por cima para continuar a trabalhar forte; aprendemos a lidar com as críticas, pois temos constantemente alguém que nos vai corrigir, que nos vai ensinar, nos vai “chatear” para sermos cada vez melhores; aprendemos a ser persistentes e lutadores, porque cada objetivo atingido abre-nos a porta para outros tantos que surgem; aprendemos a acreditar em nós próprios de cada vez que realizamos um sonho, ou que ganhamos mais uma competição; aprendemos a ser humildes, pois o mais difícil nunca é chegar lá cima mas sim manter-se lá, e se na tua subida não fores humilde, quando lá estiveres em cima, ninguém te ajudará, muito pelo contrário; aprendes a ter espírito de equipa e entreajuda; aprendes a aceitar mais facilmente os outros com os seus defeitos e virtudes, pois estás sempre a conhecer pessoas novas e a ser colocado à prova…enfim…um sem número de vantagens!
Penso que tudo o que referi acima é importante para nos tornarmos bons médicos, mas não só, médicos com características únicas por tudo o que nos é dado a vivenciar. Contudo, julgo que isto é válido para toda a nossa vida, quer seja a nível profissional ou pessoal. Para além de ter sido atleta, fui também treinadora, o que me fez ver que tinha passado a ser um exemplo a seguir… penso que se passa o mesmo connosco, quando nos tornamos Médicos, temos a responsabilidade acrescida de ser um exemplo para a sociedade (imagino que nem toda a gente concorde comigo, mas é este o meu ponto de vista e pelo qual me irei reger).
 
Obrigado pela entrevista Vânia!
Vânia Leça, aluna do 4º ano na FCM-NOVA e praticante de badminton. Inicialmente jogadora federada de andebol, inicia-se em badminton em 1993, por influência de familiares, tendo adquirido rapidamente o gosto pela modalidade. Desde então progrediu para o topo, tendo participado em Campeonatos da Europa e do Mundo ao serviço da Seleção Nacional, bem como Taças dos Clubes Campeões Europeus, o que lhe permitiu viajar um pouco por todo o mundo. No ano passado representou pela primeira vez a NOVA, tendo ficado em 1º lugar do campeonato nacional universitário, posição essa que a apurou, juntamente com a Catarina Cristina ao campeonato europeu universitário, onde ficaram em 3º lugar na modalidade de pares. Atualmente tem como prioridade o curso em Medicina e a família, não deixando no entanto de fazer desporto. Realça a importância que um estatuto de atleta-estudante teria para a formação de médicos-desportistas, capazes de seguir ambas as paixões. Deixa algumas dicas aos interessados em praticarem badminton, a de ficarem atentos à abertura do núcleo de badminton da NOVA, a de seguir as suas paixões e  a de serem um exemplo para os seus doentes e para a sociedade.

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