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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O ex-seleccionador nacional de Portugal Tom John esteve à conversa com o Blogue Linhas & Finas e foi "Directo ao Assunto"

Como Linhas & Finas tinha informado em primeira mão, confirmou-se o abandono de Tom John do cargo de Seleccionador Nacional de Portugal de Badminton. Depois de umas férias na Índia, Tom John apresentou a sua demissão no dia 18 de Janeiro de 2011 à direcção da FPB, a qual foi aceite de imediato.

Linhas & Finas esteve em conversa com Tom John, para saber, em concreto, quais as razões que o levaram a abandonar Portugal e o que pensa o ex-seleccionador sobre o badminton em Portugal.
“ - Portugal tem um excelente centro de estágio, talvez o melhor da Europa e um dos melhores do Mundo, mas infelizmente não tem atletas, ou seja eu não tenho ninguém para treinar, nem com vontade de treinar”, esta a principal razão apontada pelo ex-seleccionador Tom John que adiantou ainda que –“ em Portugal à bons jogadores, mas infelizmente estes não gostam de trabalhar-“ “ para se chegar longe é preciso trabalhar, trabalhar e trabalhar ainda mais, com oobjectivo de alcançar bons resultados, mas os atletas portugueses e/ou os seus treinadores não entendem isso”.
Para Tom John, não há milagres, e o sucesso dos chineses, malaios, coreanos, e/ou dinamarqueses deve-se ao facto destes trabalharem diariamente com o intuito de serem os melhores. Mentalidade essa que ainda não existe na gerenalidade dos atletas portugueses.
Tom John referiu-se ainda a Linhas & Finas, que “- Os clubes portugueses e seus treinadores tem medo de perder os seus atletas, e isso foi uma das causas que bloqueou o seu trabalho com alguns jogadores de topo em Portugal."
Questionado sobre a participação Internacional dos atletas portugueses, em especial, Pedro Martins e Telma Santos, em torneios de maior nível como são os Grand Prix ou os Super Series, o ex-seleccionador disse:
“ - Ambos não estão ainda suficientemente preparados para lutarem nas qualificações-”, apontando a falta de preparação física, como um dos factores que mais influencia tem nesse aspecto". E deu o exemplo de Pedro Martins ganhar com alguma facilidade os 1º Set, diante dos seus adversários, claudicando depois nos dois seguintes.
Para Tom John, era importante para os atletas que queiram evoluir na modalidade, deixassem os seus “lugares” e se concentrassem em residências nas Caldas, para usufruírem das condições de treino diárias no CAR.
Sobre Pedro Martins deixou algumas notas e alguns recados:
"- mais importante que frequentar o CAR, seria o Atleta manter estágios regulares de 30 dias em Centro de Rendimento na Dinamarca, China ou Malásia, e ai verificar que o trabalho diário é o sucesso dos atletas que frequentam esses centros.
”-Não se pode inventar desculpas para não treinar 3 dias por semana no CAR, quando se passa 3 dias por semana em Peniche, mesmo ali ao lado do CAR!!!-”.  Palavras duras de Tom John que adiantou ainda” – Pedro Martins apesar de ser o melhor jogador português da actualidade, deve no entanto ser mais humilde e saber respeitar os seus treinadores”-
“- Mas a Federação Portuguesa de Badminton também não está isenta de culpas-“ disse Tom John.
 “  - O meu trabalho esteve sempre limitado, nunca me deixaram trabalhar como eu queria-“. “ - Em questões de grande importância nunca tive o apoio da FPB, e raramente deram ouvidos aos meus pedidos, e nem sequer fui sondado, sobre a participação de uma equipa portuguesa no Campeonato Europeu de Equipas Mistas 2011 -“ salientou ainda Tom John, que por ele, não iríamos a Amesterdão. “- Apesar de termos jogadores, não temos uma verdadeira equipa -“
Já quase no final da conversa, o ex-seleccionador nacional de Portugal, salientou, que via com bons ao olhos o regresso de Alexandre Paixão à alta competição, para que que Pedro Martins voltasse a ter em Portugal um adversário à altura, bem como o regresso de Filipa Lamy à selecção, que considera a melhor jogadora de pares em Portugal.
Tom John vai agora orientar uma Academia de Badminton no norte da Índia, e desejou a todos os badmintonistas portugueses, treinadores e dirigentes os maiores sucessos.
Linhas & Finas aproveitou igualmente para retribuir os maiores sucessos, ao ex-seleccionador nacional Tom John

5 comentários:

Anónimo disse...

Felizmente Tom John foi bem claro, transmitindo uma clara e visível situação de falta de mentalidade, dos jogadores, treinadores e dirigentes nacionais.
Como será possível alcançarmos melhor qualidade competitiva internacional, se a quase generalidade dos jogadores têm demasiadas ocupações e muito pouca disponibilidade mental, para se dedicarem ao treino, com elevadas cargas, extremamente necessárias para se planear devidamente o treino, por microciclos e mesociclos ao longo do ano, desenvolvendo todos os seus componentes (flexibilidade, força, resistência, velocidade e técnica).
Segundo Tom John, em Portugal, fala-se e sonha-se muito ...

Fernando Gouveia

Anónimo disse...

Ricardo Fernandes

Algumas coisas o Tom John tem razão na minha opinião, mas, segundo sei, ele também teve algumas culpas em algumas situações...A culpa normalmente é sempre dos outros, mas, nós também cometemos erros...Não há pessoas perfeitas e como tal também não há treinadores perfeitos, no qual eu também estou incluído...

Anónimo disse...

Luís Neves

SEM ESPINHAS...!!!

Anónimo disse...

Ricardo Silva

Concordo em parte com o que Tom John disse, mas há algumas questões demasiado importantes que ele se esqueceu.
só para dar um exemplo, em Portugal os jogadores não se podem dar ao luxo de viver do Badminton e deixar os estudos de parte. Eu ...pergunto: qual o jovem atleta que quer passar a residir nas Caldas para poder usufruir do CAR, Centro de Estágio e Seleccionador Nacional se não existe lá uma Universidade apelativa?

Jorge disse...

Acho que toda a gente tem razão, mas então para que contratar um bom treinador estrangeiro? tragam um chinês, a ver quanto tempo fica? Podem trazer um Dinamarquês, 3 aninhos com o solzinho português, é como um português ir ver a neve e umas dinamarquesas jeitosas. Sim porque ao menos não tem medo a falar e dizer as verdades e trata todos por igual. provavelmente optariam por jogar até uma idade e depois estudar, como fez a Ana Moura. Mas abdicou praticamente dos estudos, mudando a sua residência e agora conseguiu o objectivo que traçou com todo o mérito e agora dedica-se aos estudos. É que a desculpa é que tem a escola, mas ou se é bom numa coisa ou noutra. há que fazer esforços e saber escolher. talvez dizer até aos 26 é tudo para o badminton fazer uma grande carreira e depois estudos. Ser nº 1 e querer ser doutor ao mesmo tempo custa. e digo mais, talvez um bom jogador de badminton que demonstre resultados muito a cima da media (porque ganhar um torneio internacional, já alguns fizeram), talvez se abra mais portas do que um curso superior. os clubes portugueses como o tipico português e só preciso quando lhe convém, para dizer que tem porque não os liberta para treinarem a serio e também não os ajuda. Lembro o Ronaldo saiu de casa aos 11 anos hoje em dia olha para trás valeu o esforço (deve pensar que valeu a pena), o Messi saiu também muito novo para o Barcelona tambem com 14 anos algo do género (olha para trás deve pensar que valeu a pena), ok admito que é futebol ganha-se mais, mas pergunto e se não fossem os jogadores que são e corresse mal? arriscaram, hoje é o que se ve.
não falo mais porque só disse muita asneira.

p.s. - realmente critico a nossa federação por uma simples questão, pagar um seleccionador a um preço de ouro tendo em conta a nossa conjutura actual e para se ir embora sem mais nem menos porque não tem liberdade, ao menos arranjem uma briga como o Queiroz assim podemor ca vir comentar mais vezes.

Obrigado.

Jorge