Pedro Martins está hoje em destaque em "modalidades" no Jornal Record, numa entrevista concedida a Victor Ventura, um homem a quem o badminton também deve muito pela divulgação que faz da modalidade no "seu" jornal.
Quando, no dia em que completou seis anos (14/02/1996), Pedro Martins foi levado pela mãe a um treino de badminton, o jovem algarvio de Portimão não imaginaria que, passados 14 anos, estivesse classificado no 55.º lugar do ranking mundial, posição nunca antes atingida por um jogador português.
“Foi uma surpresa que a minha mãe me pregou quando acabei a pré-primária. Reconheço que foi um grande momento de inspiração”, disse Pedro Martins.
Desde muito cedo que Martins se assumiu como um valor de futuro na modalidade. Ainda nos escalões mais baixos foi somando vitórias individuais, atingindo o patamar mais alto em juniores, quando terminou a época 2008/2009 em primeiro lugar do ranking europeu. Na primeira temporada como sénior, Pedro Martins chega ao 55.º lugar do Mundo, feito que o jogador confessa ser o resultado de muito trabalho. “Dedico-me o mais possível à modalidade, treinando-me de forma séria e com atitude”, afirmou o jogador que trabalha duas vezes por dia (cerca de 3 horas cada sessão).
“Não posso treinar-me mais tempo agora, porque quero completar o 12.º ano. Com as viagens e torneios, não consigo acompanhar as matérias. Vale a ajuda dos treinadores (Pinto Leite, Ângelo Santos e João Lopes) e da família para poder conciliar o badminton com a vida pessoal”, reconhece.
Os Jogos Olímpicos de Londres’2012 constituem o grande objetivo de Pedro Martins. O atleta algarvio integra o Team Europe 2012 – juntamente com Telma Santos, outra jogadora com aspirações aos JO –, projeto da Federação Europeia, que junta os jovens jogadores com mais hipóteses de se apurarem para Londres. Contudo, Pedro Martins regista alguma insatisfação pela programação que foi feita pelos seus treinadores.
“Preciso de ir a torneios que valem mais pontos. Os meus treinadores preferem que vá a torneios para ganhar jogos. Eu acho mais importante conquistar pontos. Nos torneios Super Séries, se perder na 1.ª eliminatória, e obviamente não é esse o objetivo, ganho tantos pontos como os que conquistei com a vitória na República Dominicana. Está aí a diferença. O selecionador nacional (n.d.r. Tom John) já prometeu que me levava, portanto ainda tenho esperanças”, confessa.
Fonte: Jornal Record


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