Desta vez vamos apresentar a opinião de Augusto Ínsua Pereira – Atleta e Dirigente do Nucleo de Badminton da AAE – que muito poderão considerar “politicamente” incorrecta pela maneira forte como “ataca” quem dirige os destinos da nossa modalidade, pois ele sem dúvida põe o dedo numa das maiores feridas do Badminton Nacional, e ele diz de uma maneira clara e concisa aquilo que muitos pensam mas poucos têm a coragem de assumir publicamente.O(s) OBJECTIVO(s) a atingir terá(ão) que ser definido(s) antes de se avançar com qualquer estratégia.E o 1º E grande objectivo tem que ser O AUMENTO DO NÚMERO DE PRATICANTES. Depois há que pensar nas ESTRATÉGIAS para atingir este e os outros objectivos. Em minha opinião, qualquer que seja o objectivo a atingir, a 1ª estratégia terá que passar SEMPRE pela definição das formas de: PROCEDER À SUBSTITUIÇÃO DOS DIRIGENTES DA CÚPULA, Pois os actuais, dada a deterioração das relações com grande número de agentes da modalidade, entre os quais se encontra um elevadíssimo potencial, são incapazes de liderar a necessária reforma dos recursos humanos ligados à modalidade.
Eu desde já apoio totalmente a opinião do Augusto, eu próprio tenho sido por diversas vezes muito crítico para com a direcção da FPB, e sobre isso eu gostaria de deixar bem claro alguns pontos. Em primeiro lugar não me move qualquer questão pessoal contra ninguém da direcção da FPB, antes pelo contrário só tenho que agradecer a disponibilidade que demonstraram em gerir os destinos do desporto de que eu tanto gosto. Por outro lado devo realçar que qualquer que sejam os dirigentes da FPB nunca estarão acima da crítica, e quem não estiver preparado para ser criticado não pode ser dirigente.
Mas para mim o problema principal prende-se exactamente com aquilo que é descrito pelo Augusto como “a deterioração das relações” e essa responsabilidade é sem dúvida dos actuais dirigentes, não por aquilo que fizeram de menos bem, muito menos por aquilo que fizeram bem, mas principalmente pelo “desgaste” que os muitos anos que estão no poder afectaram a sua imagem e consequentemente as relações com os vários agentes da modalidade, as lutas que sistematicamente empreendem para se manterem no poder também não tem ajudado muito.
É exactamente por isso que em democracia não só é saudável como desejável a alternância de poder, a manutenção do poder sempre nas mãos das mesmas pessoas é algo que de facto não faz parte das bases da democracia, além de pôr em causa a existência efectiva dessa mesma democracia.
Luís Neves

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