Assisti este fim de semana, aquilo a que posso apelidar de "Onde estás tu arbitragem nacional". Não quero dizer que tudo é mau, mas muita coisa vai mal! Exemplos:
1º Onde estavam os árbitros para a prova de Elites?
2º Como é possível um árbitro, ocupar lugar de um Juiz-Árbitro adjunto num torneio, e falar muitas das vezes daquilo que não conhece?
3º Como pode ser possível um torneio de badminton estar privado de Juiz-Árbitro durante hora e meia? E se de repente algo acontecesse nesse período de tempo. Uma lesão, uma discussão de atletas, uma raquete pelos ares. Quem decidia o que fazer nessa altura? A mesa de apoio? Isto para não falar de regras e normas.
Nós ( escrevo como árbitro e juiz-árbitro), temos de dar o exemplo. Se exigimos dos atletas e treinadores o cumprimento das normas, também temos que cumprir com as nossas. Estou a referir-me sobretudo ao vestuário de juiz-árbitro e aos casos em que se abandona um pavilhão (para almoço), sem deixar outro juiz-árbitro responsável. São pequenos pormenores que podem fazer muita diferença. Continuo a afirmar que em Portugal temos excelentes árbitros e juízes-árbitros, pena que sejam sempre os mesmos, especialmente os juízes-árbitros a serem nomeados para os torneios nacionais. Porque será sempre o mesmo juiz-árbitro a fazer os calendários dos torneios? Seremos nós, os outros, incompetentes? e sem capacidade para realizar o nosso trabalho? Bom, pelo andar da carruagem, vamos mesmo "desaprender" à força. Somos poucos, eu sei, mas infelizmente cada dia que passa, seremos menos com esta política levada a cabo pelo Conselho de Arbitragem da FPB. Primeiro foram os árbitros a desistir pouco a pouco, agora vão ser os juiz-árbitros. Como elemento ligado à arbitragem nacional, lamento profundamente que a nossa classe esteja a passar por momentos difíceis e conturbados, mas desejo sinceramente que tudo seja ultrapassado com a ajuda de "TODOS", os que queiram.
João Boto

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