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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Tom John - Opinião de Ricardo Fernandes

O linhas & finas está a recolher junto de alguns treinadores nacionais a sua opinião sobre a contratação de Tom John, para treinador nacional de Portugal . Esta é a primeira que nos chega por parte de Ricardo Fernandes, treinador do Aalborg, Dinamarca. Iremos depois publicar todas as outras que nos cheguem.

Na minha opinião poderá ter sido uma boa escolha para seleccionador nacional de Portugal. No entanto, julgo, (apesar de não haver muitas opções) que temos treinadores portugueses com capacidades e competência para desempenharem a função de seleccionador nacional no Badminton de seniores, sub-19 e sub-17 e não apenas para os sub-11, 13 e 15. O que é necessário e fundamental é que as entidades responsáveis pela modalidade em Portugal valorizem mais os técnicos portugueses e que acreditem nas capacidades/potencialidades e competência. Relativamente ao Tom John, daquilo que conheço, vejo-o como um treinador que vale-se muito pela experiência que foi acumulando ao longo dos anos como treinador. Vejo-o mais como um treinador "individual" isto é, que gosta de trabalhar com 1, 2 ou 3 jogadores (no máximo) no campo em detrimento de um grupo maior, especialmente, quando trabalha com jogadores de bom nível. Contudo, dada a vasta experiência que possui, julgo, que tem todas as condições para fazer um excelente trabalho em Portugal. É um treinador exigente ao nível do empenho dos jogadores de uma forma geral. Gosta de trabalhar individualmente com os jogadores no campo, ou seja, sendo ele próprio o "feeder", sendo esta uma das suas mais marcantes características, que por exemplo aqui na Dinamarca não é muito usada. É um treinador que gosta muito de trabalhar movimentação, "Speed Work" com e sem volante, gosta de usar muito exercícios com"multi-volantes" e sequências onde os jogadores têm de devolver o volante para uma determinada área do campo entre outras coisas mais. É um treinador que gosta muito do tipo de jogo mais físico e essencialmente ofensivo. A nível físico gosta de utilizar corrida com especial destaque para o treino intervalado (Fark leg) e treino físico em circuito no pavilhão. Na minha opinião é no entanto muito importante que para além da experiência e das suas qualidades técnicas e tácticas que, Tom John também tenha a capacidade de planificar, implementar e executar um plano de desenvolvimento a médio e longo prazo. Espero que aplique uma "política" de formação e educação correcta e ajustada e que utilize uma pedagogia e psicologia adequada às pretensões do Badminton português, não esquecendo a utilização de alguns valores fundamentais no desporto, especialmente, no que refere à imparcialidade, honestidade, consciência nas decisões. Como é natural, não devemos tirar conclusões precipitadas acerca desta escolha feita pela Federação Portuguesa de Badminton, pois, a avaliação só poderá ser feita dentro de algum tempo, contudo, como já referi anteriormente Tom John é um técnico conhecido e muito experiente e nesse sentido em termos de opção, pelo menos teoricamente, poderá revelar-se uma boa escolha.