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domingo, 18 de janeiro de 2009

Tom John - Opinião de Daniel Moura

O linhas & finas está a recolher junto de alguns treinadores nacionais a sua opinião sobre a contratação de Tom John, para treinador nacional de Portugal . Esta é a opinião de Daniel Moura, treinador de Filipa Lamy. Iremos depois publicar todas as outras que nos cheguem.

Em relação ao Tom John devo dizer que o conheci em duas fases completamente distintas da sua vida.
A primeira foi na sua passagem pela ABRAM, onde trouxe muito profissionalismo e organização que na minha opinião anteriormente não existia. Ele fez um excelente trabalho nos anos em que lá esteve, formou e ajudou treinadores a crescerem como exemplos o Duarte Caires, o David Freitas, a Alice e a Iolanda, o Cosme, etc. Nessa altura emirgiram imensos talentos na formação como foram o Paulinho, o Paulo Alveno, o Ricardo Freitas, o Valdemiro, o Gil, a Vânia e o Helder Leça, o Camacho, o Jorge Azevedo, a Tânia Faria e a sua irmã Maria José (Zeza), entre muitos outros. A minha irmã evoluiu também imenso com a integração neste grupo de trabalho de topo da ABRAM, e creio que foi a partir daí que se notou que seria um grande talento.Por outro lado lembro-me do seu trabalho com os jogadores seniores. Era um disciplinador. Uma das imagens que tenho na cabeça e que me relembro é ver o Ricardo e o Marco no court a fazerem zonas ou multi volantes de uma forma muito dura e esforçada. Ele gostava de jogadores com esta característica de esforço e dedicação acima da média.
A segunda fase foi quando comecei a ir a torneios internacionais no ciclo olímpico de Pequim. Face à minha grande relação de amizade com o indiano Arvind Bhat (que apoiei em diversos torneios), com a Jwala e a Shruti, com o Kashyap, etc, tive um contacto próximo com o Tom nos torneios GP e SS. Parece-me um homem diferente, provavelmente não estará no court da mesma forma como esteve na sua primeira passagem em Portugal.
Conhece muito sobre Badminton e tem uma larga experiência no topo. Se recentemente tem ajudado de forma excelente a indiana (ainda júnior) Saina Newal, e que hoje é número 10 do mundo, dando apoio ao seu treinador (e não menos famoso) Gopichand, tem ainda colaborado também com jogadores/treinadores da Prakash Padukone Badminton Academy, academia que junta muitos dos melhores jogadores e talentos emergentes do badminton indiano. O passado é marcado por ter treinado Morten Frost, a selecção inglesa e muitos outros jogadores de top.
Quanto à vinda para Portugal... não sei como será! Será ele um homem satisfeito treinar em Coimbra com uma única atleta de alta competição? Fará dele um homem feliz perceber que jogadoras de top não têm pavilhão para treinar em Lisboa, e que não treinam juntas? O que pensará ele do cenário de dois grandes talentos e vizinhos como são o Pedro Martins e o Alexandre Paixão não treinarem juntos? Será ele mais um treinador de secretária? Hummm... não me parece. Ele não tem feitio para isso. Como encarará Tom John a possibilidade dos atletas de topo só e apenas poderem competir 6/7 vezes no estrangeiro por ano com apoio federativo?São muitas questões pelas quais vamos ter que aguardar para ver o que se passa.
Que ele traga mais diálogo entre os que (realmente) trabalham no terreno, diálogo esse que se materialize em soluções. Estou tão descrente que já acredito em soluções... De qualquer forma desejo boa sorte e que ele acima de tudo que consiga mudar a lógica da Alta Competição na nossa Federação, porque a continuar assim, a AC irá morrer."