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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

"Irregularidades e Incompatibilidades", resposta do Prof. Luis Carvalho

"Irregularidades e Incompatibilidades", no Badminton em Portugal numa opinião de Ricardo Fernandes.
Recebemos uma resposta por parte do Prof. Luís Carvalho a este artigo publicado neste blog no dia 25 de Agosto de 2009, que passamos igualmente na integra.

Caro João Boto,
Como editor do teu blog tens concerteza o direito de publicar o que entenderes, onde entenderes e quando entenderes. Sabes (porque eu já to disse pessoalmente) que entendo dever guardar alguma moderação em relação a artigos e/ou escritos dada a minha posição institucional, mesmo por vezes quando a vontade é muita por ler afirmações, tomadas de posição ou outras que são atentatórias da verdade, desfasadas da realidade ou simplesmente porque não concordo com elas. Respeito qualquer opinião mesmo que tenha outra contrária e creio que o tenho demonstrado ao longo dos 38 anos que levo nesta modalidade, “dando a cara” ás pessoas nos locais, momentos e formas apropriadas.
O artigo que publicaste do Prof. Ricardo Fernandes e em que directamente sou visado terá de merecer da minha parte uma única e final reacção para a qual, se estiveres de acordo, te pediria o mesmo destaque que deste ao citado artigo. Por uma única razão: sinto-me atingido na minha dignidade pessoal e profissional. Obrigado!

Caro Ricardo,
Quando me telefonaram dizendo-me para ler as noticias do blog estava longe de imaginar o que escreveste e esta resposta não tem a intenção de fazer-te mudar de opinião, convencendo-te do que quer que seja.
É apenas a expressão de alguém que se sente ofendido na sua dignidade pessoal e profissional.
Comecemos pelo “alguém”.
Se bem entendi o teu artigo é uma tomada de posição e para mim uma tomada de posição faz-se sempre colocando os pontos nos "is" e os traços nos "ts" porque senão for assim até parece uma coisa diferente …..!!!!! O nomear “…um determinado elemento que exerce funções importantes na Federação…e ao mesmo tempo é treinador há já vários anos etc, etc,…..” é uma proposta de exercício de adivinhação que não demora mais do que 10 segundos a descobrir para qualquer pessoa minimamente ligada á modalidade. Teria sido mais directo, mais responsável, sei lá mais tudo referir claramente o meu nome até para reforçar o sentido (será que entendes o sentido?) de três palavras que repetes bastantes vezes no teu escrito: transparência, ética e desportivismo.
Continuemos pela dignidade pessoal e profissional.
Já levo 38 anos ligado a esta modalidade e como profissional de Educação Física já se contam 28. Tenho aprendido ao longo do tempo pelo contacto e pela aprendizagem com as pessoas,colegas de profissão, alunos, atletas, treinadores, dirigentes e funcionários, a reconhecer e a compreender o sentido de noções como profissionalismo, ética, responsabilidade e honestidade. E até hoje (posso afirmá-lo com orgulho e outros poderão confirmar) sempre soube servir as instituições e pessoas para quem trabalhei com sentido PROFISSIONAL tendo sido sempre capaz de separar o pessoal,daquilo que se espera de mim como responsável. Nesta modalidade fui capaz de sonhar e construir um percurso e fazer uma carreira na qual sempre investi pessoalmente (quer financeiramente quer em muitos outros aspectos). Penso não me ter dado mal porque esse profissionalismo tem vindo a ser reconhecido (perdoa-me a imodéstia) pelos convites que tenho recebido ao longo de todos estes anos para desempenhar funções quer a nível de clubes, como de federações, como das instâncias internacionais da modalidade e refiro-me á Badminton Europe e á IBF/BWF. Sempre fui “ low profile” e sempre soube respeitar os que desempenham funções iguais a mim, não sentindo necessidade de lhes “atirar á cara” os meus sucessos (questão de educação). Segui e sigo sempre pelo meu próprio pé, sem ser ao colo de ninguém, sem “atropelar” quem quer que seja e sobretudo sem nunca pedir cargos ou tarefas.
Pela educação e experiência de vida aprendi que o respeito é algo que se conquista pela atitude, pela postura e pela actuação do dia a dia. Não é algo que se imponha por decreto, por certificado de habilitações, por diploma de curso ou de treinador.
Tudo isto para te descansar e reafirmar que sei separar as águas do profissional e do pessoal. Apenas te recordo o que se passou antes do Campeonato do Mundo de 2007 na Malásia (inicio do último ano de apuramento olímpico). A Telma com direito a participar nesse Campeonato, joga a Taça dos Campeões Europeus na Holanda e segue para a Ásia onde participaria no torneio da Tailândia, estágio na China, torneio nas Filipinas, estágio na Indonésia e finalmente o Campeonato do Mundo na Malásia. Só que se lesiona e tudo isto cai pela base. Sabíamos que quem entrasse no lugar dela (a Ana Moura) iria fazer os milhares de pontos importantes para o apuramento. Teria sido fácil para nós avisar na véspera do Campeonato do Mundo que a Telma estava lesionada (impossibilitando qualquer substituição e diminuindo a concorrência). Não o fizemos, fizemo-lo como devia ser e permitimos a substituição porque essa é a minha (nossa) forma de estar e é assim que ensino aos atletas que treino: o que há a ganhar é no campo que se consegue.
Aliás, lembras-te da mensagem que mandas-te (e que eu guardei) a agradecer e a louvar esta atitude?
Dixit: “…porque acima de tudo deve estar a transparência, a ética e o desportivismo…”. Tu apregoas e eu faço.
Para terminar, expressar que, para mim, a questão que levantaste termina aqui pois não está nos meus hábitos entrar ou alimentar novelas, e desejar-te as maiores felicidades e sucessos nos projectos em que te envolvas.

Prof. Luís Carvalho

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